Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

PF prende ex-diretor da Petrobras na 15ª fase Lava Jato

Sucessor de Cerveró na Área Internacional, Jorge Zelada é principal alvo dos agentes

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira a 15ª fase da Operação Lava Jato e prendeu o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Jorge Zelada. O novo foco das investigações é o recebimento de propina nesta diretoria da estatal. Zelada sucedeu Nestor Cerveró no cargo e suas transações eram investigadas mais detalhadamente desde o início do ano, quando o Ministério Público Federal achou contas secretas dele em Mônaco com saldo de cerca de 11 milhões de euros. O dinheiro estava em nome da offshore Rockfield Internacional S.A. A fortuna de Zelada foi bloqueada por determinação do juiz Sergio Moro na mesma época em que o magistrado também decretou o congelamento de 20 milhões de euros do ex-diretor de Serviços Renato Duque.

Leia também:

Lava Jato: Justiça nega pedido de liberdade para executivo

Justiça revoga prisão ex-executivo da Andrade Gutierrez

Testemunhas falam a Moro e complicam André Vargas

Zelada ocupou o cargo de diretor da petroleira de 2008 a 2012, como sucessor de Nestor Cerveró, que está preso no Complexo Médico-Penal em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, e já foi condenado em um dos processos da Lava Jato a cinco anos de prisão por lavagem de dinheiro. Zelada é quarto diretor da Petrobras a ser detido por conta das investigações do petrolão – antes dele foram levados para a carceragem da Polícia Federal em Curitiba os ex-diretores Paulo Roberto Costa (Abastecimento), Renato Duque (Serviços) e Nestor Cerveró (Área Internacional).

Na 15ª fase da Lava Jato, intitulada Conexão Mônaco, os policiais cumpriram na manhã desta quinta mandados de busca e apreensão na empresa TVP Solar, de propriedade do ex-diretor da petroleira, e em imóveis de Zelada. Ao longo da Operação Lava Jato, o nome do ex-dirigente já havia sido citado por diversos delatores como um dos destinatários da propina movimentada no escândalo do petrolão, e a própria Petrobras concluiu, em procedimento de auditoria interna, que Zelada tem responsabilidade por irregularidades na contratação do navio sonda da empresa Vantage. Para o Ministério Público, há indícios de que ele recebeu dinheiro sujo deste contrato.