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PF indicia presidente da Andrade Gutierrez e mais 8

Delegado Eduardo Mauat conclui inquérito e aponta participação de investigados em crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, formação de cartel e fraude a licitação

Por Felipe Frazão 19 jul 2015, 22h25

A Polícia Federal (PF) indiciou neste domingo o presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, e mais oito investigados na Operação Lava Jato, entre eles executivos que foram ligados à empreiteira e consultores apontados como operadores de propina no petrolão. A Andrade Gutierrez tem negado participação no esquema de fraude a contratos da Petrobras.

O delegado da PF Eduardo Mauat conclui o inquérito sobre o envolvimento dos indiciados nos crimes de fraude a licitação, corrupção ativa, lavagem ou ocultação de bens ou valores e crime contra a ordem econômica (cartel). Segundo a PF, foram objeto dos crimes contratos das obras nas refinarias Rnest e Comperj. Parte das informações que levaram ao incidicamento foram prestadas pelo ex-gerente de Serviços da Petrobras Pedro Barusco, que fechou acordo de colaboração premiada com o Ministério Público.

Os demais indiciados são Rogerio Nora de Sá, Flavio Lucio Magalhães, Antonio Pedro Campello de Souza, Paulo Roberto Dalmazzo, Elton Negrão de Azevedo Junior, Mário Frederico Mendonça Góes, Lucélio Roberto Von Lehsten Góes e Fernando Antonio Falcão Soares, o Baiano.

As investigações ainda prosseguem já que o delegado informou que falta analisar uma série de documentos apreendidos, bem como periciar celulares e mídias.

Em relação a Otávio Marques de Azevedo, atual presidente da holding da Andrade Gutierrez, além de ter sido citado nominalmente pelos colaboradores, vendeu a uma lancha a Fernando Falcão Soares, o Fernando Baiano – o qual passou a ser o operador junto a AG a partir de 2008/2009, segundo Paulo Roberto Costa, o que demonstra a proximidade entre ambos. Já Rogerio Nora de Sá, presidente da Andrade Gutierrez até 2011, era um dos principais interlocutores junto às diretorias de Abastecimento e de Serviços”, escreveu o delegado no relatório do inquérito policial. “Entendemos ainda que, em relação a Otávio Marques de Azevedo e a Rogerio Nora de Sá, não se trata de uma imputação objetiva, mas de não aceitar a invocação de ignorância em benefício próprio. Em sendo os ajustes de licitações e pagamentos escusos a dirigentes da Petrobras atos que em tese viriam a beneficiar a empresa, não se tratando de mera iniciativa de algum executivo de forma isolada e em benefício próprio, hão de ser entendidos como atos de gestão do grupo Andrade Gutierrez.”

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