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PF cumpre mandados de prisão contra empresários do transporte

De acordo com as investigações, ao menos 260 milhões de reais em propina teriam sido pagos pelos investigados a políticos do Estado e agentes públicos

Por Da Redação - Atualizado em 3 jul 2017, 13h13 - Publicado em 3 jul 2017, 06h57

Polícia Federal (PF) cumpre, em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), oito mandados de prisão nesta segunda-feira em mais um desdobramento da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro. O foco da ação é a cúpula do transporte rodoviário

De acordo com as investigações, ao menos 260 milhões de reais em propina foram pagos pelos investigados a políticos do estado, que não foram identificados. A operação se baseia nas delações premiadas do doleiro Álvaro Novis e do ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), Jonas Lopes.

Agentes da PF estiveram no apartamento de Lélis Marcos Teixeira, presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), para cumprir mandado de prisão contra ele. Além de Teixeira, também é alvo de mandado de prisão Rogério Onofre, ligado ao Departamento de Transportes Rodoviários do Rio de Janeiro (Detro).

Onofre é acusado de receber, sozinho, quarenta milhões de reais em propina. Os policiais também fizeram buscas nas cidades de São Gonçalo e Paraíba do Sul, no Rio de Janeiro, e no Paraná e em Santa Catarina.

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No domingo, Jacob Barata Filho, um dos maiores empresários do ramo de ônibus do Rio de Janeiro, foi detido no Aeroporto Internacional Tom Jobim, enquanto tentava embarcar para Portugal. O mandado foi expedido pelo juiz federal Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Federal Criminal do Rio, responsável pelas investigações que levaram à cadeia o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB).

Segundo o advogado do empresário, a viagem não tinha relação com as investigações, mas se tratava de uma ida de rotina à um país onde negocia “há décadas e para onde faz viagens mensais”.

Conselheiro

Essa é a segunda operação policial derivada da delação premiada de Jonas Lopes. Em março, a Operação O Quinto do Ouro prendeu nada menos que cinco dos seis colegas de Lopes no tribunal, incluindo o presidente, Aloysio Neves, e o vice-presidente, Domingos Brazão.

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado estadual Jorge Picciani (PMDB), foi alvo de condução coercitiva, quando o investigado é obrigado a depor. Segundo as investigações, os conselheiros alvos da operação são suspeitos de fazerem parte de um esquema de pagamentos de vantagens indevidas que pode ter desviado valores de contratos com órgãos públicos para agentes públicos. Em abril, o ministro Félix Fischer, relator do caso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), revogou a prisão dos conselheiros.

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(Com Estadão Conteúdo e Agência Brasil)

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