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PF busca operador que comprou avião com Barusco

Por Da Redação 5 fev 2015, 19h39

Um poderoso operador é um dos principais alvos da nona fase da Operação Lava Jato da Polícia Federal, batizada My Way. Trata-se de Mário Frederico de Mendonça Góes, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Engenharia Naval (Sobena). É o único alvo desta etapa da investigação que teve a prisão preventiva decretada. Foi procurado no Rio de Janeiro, mas não foi localizado pela Polícia Federal. Em depoimentos prestados em acordo de delação premiada, o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco disse que Góes era o operador responsável por boa parte do pagamento de propina para ele e para Renato Duque, ex-diretor de Serviços da estatal. Não era um operador qualquer. Góes simplesmente era o homem responsável por garantir o suborno de contratos na Petrobras a mando de UTC, MPE, OAS, Mendes Júnior, Andrade Gutierrez, Schahin, Carioca Engenharia e Bueno Engenharia, de acordo com Barusco. Góes e Barusco eram tão próximos que o operador entregava “umas mochilas com alguns valores” na casa do ex-gerente, em São Conrado, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Os pagamentos nas mochilas variavam de 300.000 a 400.000 reais. Também eram feitos pagamentos de propina em contas no exterior, cujos extratos bancários foram entregues aos investigadores. Outro sinal da prosperidade da parceria da dupla foi a compra conjunta de um avião, modelo Baron, em 2008 por 600.000 dólares. Barusco participou da aquisição com um aporte de 300.000 dólares e Góes comprou a metade. Depois, Góes trocou a aeronave por avião turboélice, modelo King Air B200, e Barusco contribuiu com mais 200.000 dólares. No entanto, Barusco alegou ter utilizado a aeronave “duas vezes” e não se lembrar onde está estacionada, embora “acredite que ele guarde o avião em Bragança Paulista, Congonhas ou Santos Dumont”. O avião ficou de fora do acordo de delação premiada, em que Barusco devolveu mais de 97 milhões de dólares. (Daniel Haidar, de São Paulo)

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