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PF amplia equipe para investigar políticos da Lava Jato

Polícia destaca "servidores com larga experiência no combate à lavagem de dinheiro, desvio de verbas públicas e crimes financeiros"

Por Gabriel Castro, de Brasília - 8 mar 2015, 11h48

A Polícia Federal ampliou sua equipe de combate ao crime organizado para investigar políticos mencionados na Operação Lava-Jato. Em nota, a PF negou ter criado uma força-tarefa, mas explicou que aumentou o número de investigadores dedicados exclusivamente a colher provas de casos de corrupção que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com o comunicado, o grupo é vinculado à Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado e “passa a ser integrado por servidores com larga experiência no combate à lavagem de dinheiro, desvio de verbas públicas e crimes financeiros, incluindo policiais que participaram da Operação Lava Jato”.

O reforço se tornou necessário depois que o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, aceitou abrir investigação contra 47 políticos na sexta-feira. Nessa fase, será preciso recolher provas que sustentem uma possível acusação contra cada um dos suspeitos. Teori também autorizou diligências.

Em entrevista coletiva dada neste sábado, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, assegurou que oferecerá os meios necessários para que a PF investigue o caso de forma adequada.

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