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Petrolão: STF vai investigar 39 políticos por quadrilha

Presidente do Senado, Renan Calheiros é um dos que entrou na mira da Lava Jato pelo crime, assim como presidente do PP e ex-ministro das Cidades

Por Laryssa Borges - 7 mar 2015, 07h44

Ao todo, 39 deputados, senadores e ex-deputados serão investigados no Supremo Tribunal Federal (STF) por formação de quadrilha no escândalo de corrupção e desvio de recursos em contratos com a Petrobras, o petrolão. A decisão de abertura de inquérito foi tomada nesta sexta-feira pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki, relator dos processos relativos ao petrolão.

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Zavascki confirmou a investigação por quadrilha contra 37 autoridades, entre elas o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL), o presidente do PP Ciro Nogueira (PP-PI), o ex-ministro das Cidades Mario Negromonte e os mensaleiros Pedro Corrêa (PP-PE) e Pedro Henry (PP-MT), além do tesoureiro nacional do PT João Vaccari Neto e do lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano e apontado como o operador do PMDB no petrolão.

Na próxima segunda, dois outros nomes vão compor a lista de investigados por quadrilha: os senadores Edison Lobão (PMDB-MA) e Benedito de Lira (PP-AL). Eles não compõem a atual a lista por um erro material do procurador-geral da República Rodrigo Janot, mas o gabinete do ministro Teori confirmou a futura inclusão dos dois senadores na próxima semana.

Para Janot, a investigação contra os políticos suspeitos de atuarem como quadrilheiros tem por objetivo apurar “a integral apuração do processo sistêmico de distribuição de recursos ilícitos a agentes políticos, notadamente com utilização de agremiações partidárias, no âmbito do esquema criminoso perpetrado junto à Petrobras”.​

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