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Petrolão: doleira diz que abriu 7 empresas de fachada

Iara Galdino afirmou que movimentou 700 milhões de reais do propinoduto

Por Alexandre Hisayasu, de Curitiba 11 Maio 2015, 19h59

A doleira Iara Galdino, condenada a onze anos por participar do esquema de lavagem de dinheiro dos envolvidos no petrolão, confirmou nesta segunda-feira aos parlamentares da CPI da Petrobras que era encarregada de abrir empresas de fachada. Segundo ela, até ser presa e condenada, no ano passado, abriu sete.

Iara é mulher de confiança de Nelma Kodamo, presa ano passado tentando embarcar para a Europa com 200 mil euros na calcinha. Nelma era considerada braço-direito de Alberto Youssef e ajudou a movimentar mais de 5 milhões de dólares entre maio e novembro de 2013.

À CPI, Iara disse ter sido “injustiçada”, já que era uma peça do “quarto escalão”, acabou presa e condenada a uma pena alta – onze anos de prisão. Iara movimentou 700 milhões de reais no mesmo período.

Antes, os operadores Guilherme Esteves de Jesus e Adir Assad não aceitaram falar com os deputados. Assim como Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, Nestor Cerveró e o empresário Mário Goes, usaram o direito constitucional de permanecer calados.

O presidente da comissão, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), ficou satisfeito com os depoimentos dos doleiros Alberto Youssef e Iara: “Lamentamos que os outros réus não tiveram a mesma postura”.

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