Clique e assine a partir de 9,90/mês

Petistas que agrediram empresário no Instituto Lula têm liminar negada

Desembargador César Augusto Andrade de Castro manteve prisão preventiva dos dois acusados, que estão foragidos

Por Da Redação - Atualizado em 15 Maio 2018, 19h39 - Publicado em 15 Maio 2018, 18h25

O desembargador César Augusto Andrade de Castro, da 3ª Câmara de Direito Criminal, negou liminar em pedido de habeas corpus do ex-vereador de Diadema Manoel Eduardo Marinho, o “Maninho do PT”, e de seu filho Leandro Eduardo Marinho, acusados de tentativa de homicídio do empresário Carlos Alberto Bettoni, na noite de 5 de abril, em frente o Instituto Lula, na zona sul da capital paulista.

“Maninho do PT” e Leandro tiveram a prisão preventiva decretada na sexta-feira, 11, pela 1ª Vara do Júri do Foro Central Criminal. Ambos são considerados foragidos.

“A decisão que decretou a prisão preventiva dos pacientes (acusados), em princípio, não revela qualquer irregularidade formal, tendo sido apresentadas as justificativas para a segregação cautelar, baseadas no caso concreto”, decidiu o desembargador César Augusto Andrade de Castro.

Na noite de 5 de abril, Bettoni foi agredido pelos dois réus logo depois de o juiz federal Sergio Moro ter decretado a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no âmbito da Operação Lava Jato. O empresário foi empurrado, bateu a cabeça na lateral de um caminhão e foi hospitalizado com traumatismo craniano.

Defesa

No processo, a defesa alega que a prisão foi decretada sem fundamentação “idônea”, de acordo com os requisitos do Código de Processo Penal. Procurado pela reportagem, o advogado Roberto Vasco Teixeira Leite afirmou que o ex-vereador e seu filho se apresentarão, cumprindo a determinação do desembargador, mas ressaltou que ainda não há uma data para isso.

(com Estadão Conteúdo)

Continua após a publicidade
Publicidade