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Pesquisa traz alívio para Flávio, mas não mede efeitos de nova crise, diz cientista político

Especialista avalia que consequências dos atritos com Michelle Bolsonaro ainda não apareceram nos levantamentos

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 29 jun 2026, 16h30
Pesquisa traz alívio para Flávio, mas não mede efeitos de nova crise, diz cientista político Priorizar nos meus resultados Google

A nova rodada da pesquisa BTG/Nexus, apresentada no programa Ponto de Vista, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva permanece à frente da corrida presidencial, mas aponta sinais de recuperação do senador Flávio Bolsonaro após semanas marcadas pelo desgaste provocado pelo caso Banco Master. Para o cientista político Marcos Teixeira, o levantamento indica que o principal impacto do episódio envolvendo o senador pode já ter sido absorvido pelo eleitorado, embora novos fatores ainda possam alterar o cenário (este texto é um resumo do vídeo acima).

O que mostram os números da BTG/Nexus?

No novo levantament, Lula aparece com 42% das intenções de voto no principal cenário de primeiro turno, enquanto Flávio registra 34%. Bem atrás surgem Ronaldo Caiado, com 5%, Renan Santos, com 4%, e Romeu Zema, com 3%, além de outros pré-candidatos testados pelo instituto.

Na simulação de segundo turno, Lula soma 47% das intenções de voto, contra 44% de Flávio. Em relação ao levantamento anterior da BTG/Nexus, o senador oscilou um ponto percentual para cima, enquanto o presidente recuou dois pontos.

A recuperação de Flávio indica o fim do desgaste?

Na avaliação de Teixeira, a interrupção da sequência de perdas representa um sinal positivo para a campanha do senador. “Parar de cair é um bom sinal para o Flávio Bolsonaro.”

Segundo o cientista político, a oscilação sugere que o impacto inicial do caso envolvendo Daniel Vorcaro pode já ter produzido seus principais efeitos eleitorais. Teixeira ressalta, porém, que um fator relevante ainda não foi captado pela pesquisa: a repercussão da crise pública entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. “A questão Michelle ainda não foi precificada.”

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Ainda há espaço para uma terceira via?

Apesar das movimentações recentes na disputa, Marcos Teixeira considera que o cenário permanece fortemente polarizado entre Lula e Flávio. Para o cientista político, nomes como Caiado continuam enfrentando dificuldades para romper a barreira do primeiro turno, mesmo aparecendo como alternativas competitivas em alguns cenários futuros.

Segundo ele, o eleitorado continua dividido entre os dois principais polos da disputa e ainda não demonstra disposição para migrar de forma significativa para candidaturas alternativas. “Essa batalha parece cada vez mais perdida.”

O caso Jaques Wagner já aparece na pesquisa?

Durante a entrevista, a apresentadora Laísa Dall’Agnol destacou que a nova rodada da BTG/Nexus já foi realizada após a operação envolvendo o então líder do governo no Senado, Jaques Wagner. Marcos Teixeira avaliou que ainda é cedo para medir o alcance eleitoral das investigações tanto para o governo quanto para a oposição. Segundo ele, novas revelações e eventuais desdobramentos das investigações poderão modificar novamente o cenário da corrida presidencial.

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O que mostram os índices de rejeição?

A pesquisa também trouxe alterações nos indicadores de rejeição dos dois principais candidatos. Segundo os números apresentados no programa, o percentual de eleitores que afirmam não votar em Lula de forma alguma passou de 47% para 49%.

No caso de Flávio, a rejeição recuou de 52% para 51%. Ao mesmo tempo, cresceu o percentual dos entrevistados que afirmam que ele é o único candidato em quem votariam. Para Marcos Teixeira, o momento ainda é de equilíbrio entre as duas campanhas, mas marcado por elevada volatilidade.

O que esperar das próximas pesquisas?

Na avaliação do especialista, o ambiente eleitoral permanece sujeito a mudanças constantes diante da sucessão de crises políticas. Ele acredita que os próximos levantamentos deverão medir o impacto do vídeo divulgado por Michelle, considerado um fator que pode produzir efeitos importantes sobre a candidatura do senador.

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Para Teixeira, o cenário continuará sendo influenciado por novos fatos políticos, exigindo respostas permanentes dos candidatos. “O manancial de novidades negativas ainda não acabou.”

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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