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Pesquisa revela as primeiras ‘vítimas’ do crescimento de Augusto Cury nas intenções de voto

Avanço do escritor, que assumiu posto de outsider das eleições já pressiona candidatos

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 set 2026, 13h57 | Atualizado em 3 set 2026, 11h25
Pesquisa revela as primeiras ‘vítimas’ do crescimento de Augusto Cury nas intenções de voto Priorizar nos meus resultados Google

O crescimento de Augusto Cury, confirmado na pesquisa Quaest divulgada nesta quarta, 2, começa a produzir consequências para os demais candidatos da corrida presidencial. No Ponto de Vista, de VEJA, apresentado por Laísa Dall’Agnol, o editor José Benedito da Silva avaliou que os primeiros atingidos são Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos, que perdem espaço justamente no momento em que Cury alcança a casa dos dois dígitos e se consolida como o principal fato novo da disputa (este texto é um resumo do vídeo acima).

“É o grande fato novo da eleição”, afirmou José Benedito. Cury foi o primeiro candidato fora da polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro a atingir dois dígitos desde o início das pesquisas da pré-campanha. Os levantamentos citados no programa passaram a mostrar o escritor na faixa de 10% a 11% das intenções de voto.

O editor considera difícil, neste momento, projetar Cury no segundo turno. Na sua avaliação, Lula e Flávio contam com núcleos de apoio consolidados, capazes de manter ambos acima de 30%. A questão imediata, portanto, não é apenas saber se Cury consegue ultrapassá-los, mas quais candidaturas perdem espaço enquanto ele avança.

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Por que Caiado e Zema são os primeiros atingidos?

Para José Benedito, a ascensão de Cury representa “uma notícia muito ruim pros demais candidatos de centro”. Ele chamou atenção para os desempenhos de Caiado e Zema no levantamento da Quaest: ambos aparecem com 1%.

O resultado foi classificado pelo editor como “bastante sofrível”. A comparação ganha peso porque, segundo ele, Caiado já havia aparecido com 4% ou 5% anteriormente, mas passou a registrar 1% no cenário analisado.

Com Cury ocupando um espaço maior fora dos dois polos principais, os candidatos mais tradicionais passam a enfrentar dificuldade adicional para se apresentar como a alternativa competitiva a Lula e Flávio.

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Cury também tomou de Renan Santos o posto de outsider?

O impacto sobre Renan Santos é diferente. José Benedito lembrou que o candidato já chegou a registrar 7% ou 8% e ocupou a terceira colocação, aparecendo naquele momento como o possível outsider da eleição.

A entrada de Cury nesse patamar alterou a disputa por esse espaço. “O próprio Renan Santos, que chegou a ter sete, 8%, que ocupou essa terceira posição e que se apresentava ali, de repente, como o outsider dessa eleição, também recuou com a entrada do Augusto Cury”, afirmou.

Na avaliação do editor, Cury “assumiu o posto de outsider” que antes pertencia a Renan e, ao mesmo tempo, aumentou as dificuldades para nomes mais estabelecidos do centro. O avanço, portanto, atinge tanto uma candidatura que buscava representar a novidade quanto políticos mais tradicionais que tentam romper a polarização.

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Lula e Flávio também precisam começar a se preocupar?

José Benedito ponderou que os efeitos do crescimento de Cury não se restringem aos candidatos que disputam o espaço intermediário. Segundo ele, as primeiras pesquisas indicam que o escritor consegue retirar “um pouquinho de voto” tanto de Lula quanto de Flávio, o que pode fazer com que os dois líderes passem a observá-lo com maior atenção.

O editor afirmou que um novo salto nas pesquisas mudaria o tratamento dispensado ao candidato. Caso Cury apareça em levantamentos futuros com 15% ou 16%, exemplificou, poderá se tornar efetivamente um alvo dos adversários, com suas propostas e posições submetidas a um escrutínio maior.

José Benedito também destacou uma simulação de segundo turno entre Lula e Cury mencionada no programa, na qual o presidente aparece com 40% e o escritor, com 34%. Para o editor, uma diferença de seis pontos representa um desempenho relevante para alguém que acaba de alcançar um novo patamar na disputa.

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O crescimento de Cury vai se sustentar?

Apesar do avanço, José Benedito considera necessário observar as próximas pesquisas antes de tratar o movimento como definitivamente consolidado. A consistência do crescimento ainda precisará ser testada. Mas seu primeiro efeito político já aparece na leitura apresentada no Ponto de Vista: enquanto Lula e Flávio preservam seus núcleos mais resistentes, Cury ocupa espaço de quem tentava se estabelecer como alternativa. Nesse movimento, Caiado, Zema e Renan Santos surgem como as primeiras vítimas da nova configuração da corrida presidencial.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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