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Pesquisa Quaest indica o principal problema para Lula e os motivos para avanço de Flávio

Novo levantamento confirma disputa voto a voto e dificuldade do presidente em transformar indicadores econômicos em apoio eleitoral

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 abr 2026, 19h00
Pesquisa Quaest indica o principal problema para Lula e os motivos para avanço de Flávio Priorizar nos meus resultados Google

A mais recente pesquisa Quaest, analisada no programa Os Três Poderes, reforça o cenário de polarização extrema entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro, com empate técnico no segundo turno e sinais claros de desgaste do governo. A leitura dos analistas aponta que, a poucos meses da eleição, o principal obstáculo para Lula não está apenas na oposição, mas na percepção econômica do eleitor (este texto é um resumo do vídeo acima).

O que a nova Quaest revela sobre a disputa?

O quadro permanece estável — e apertado. Segundo os dados apresentados, Lula lidera o primeiro turno com 37% contra 32% de Flávio Bolsonaro. No segundo turno, porém, o cenário se inverte numericamente, ainda que dentro da margem de erro, consolidando um empate técnico.

Para o apresentador Ricardo Ferraz, o ponto central não é a oscilação pontual, mas a tendência: “Quando a gente analisa a trajetória, o momento é empate técnico”.

A aprovação do governo virou o principal problema?

A pesquisa mostra 43% de aprovação contra 52% de desaprovação. Para Ferraz, o número acende alerta: “Quem tem menos de 45% começa a se complicar”.

José Benedito da Silva reforça que a rejeição é estrutural: “Existe uma parte da população que de fato não aprova o governo”.

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Por que a economia não ajuda Lula?

Porque o eleitor não sente melhora no bolso. José Benedito resume o dilema: “Não adianta desemprego baixo, inflação sob controle… se não sobra dinheiro no fim do mês”.

O endividamento aparece como fator central. Mesmo com indicadores macroeconômicos positivos, a percepção cotidiana do eleitor — marcada por preços altos e dívidas — pesa mais na decisão de voto.

Programas sociais ainda funcionam como antes?

Segundo os analistas, não com a mesma força. Ferraz lembra que políticas como Bolsa Família já são vistas como direitos adquiridos, e não mais como diferenciais eleitorais. Já Robson Bonin critica a estratégia do governo: “Abrir o cofre é ‘jogar dinheiro de helicóptero’”.

Para ele, a fórmula perdeu eficácia porque o eleitor não associa esses programas a melhora real de vida.

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Lula consegue reverter esse cenário?

O tempo é curto. Com cerca de cinco meses até a eleição, o governo aposta em medidas como programas para endividados, mas enfrenta o desafio de transformar ações em percepção concreta. “O eleitor vai votar contra o governo se chegar à urna se sentindo mal”, resume José Benedito.

Flávio Bolsonaro cresce por mérito próprio?

Bonin afirma que o governo “dá com uma mão e tira com a outra”, ao mesmo tempo em que inflação e juros corroem a renda. Nesse cenário, o avanço de Flávio se apoia tanto na consolidação da direita quanto no desgaste do governo.

A moderação ainda tem espaço na eleição?

Cada vez menos. A pesquisa indica dificuldade dos candidatos em se descolar de seus grupos políticos. Para 42% dos eleitores, Lula não é mais moderado que o PT; no caso de Flávio, 45% também não o veem como mais moderado que a família Bolsonaro.

Laryssa Borges sintetiza: “Está fora de moda ser moderado”.

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O governo está preso a uma estratégia antiga?

Essa é a crítica recorrente. Para Laryssa, há a percepção de que o governo é “muito analógico”, usando fórmulas que funcionaram no passado, mas que hoje não mobilizam o eleitor.

Medidas como isenção de imposto de renda e propostas trabalhistas ainda não produziram impacto eleitoral relevante.

O que define a eleição neste momento?

Ferraz aponta que há um contingente relevante de eleitores que ainda pode mudar de voto, tornando a disputa pelo centro decisiva. Ao mesmo tempo, a eleição segue ancorada na polarização, com rejeição elevada e pouca margem para crescimento orgânico.

O que dizem os números sobre o futuro da disputa?

Uma eleição aberta e imprevisível. Com empate técnico, rejeição elevada e economia como fator determinante, o cenário indica uma corrida decidida nos detalhes — e na percepção do eleitor sobre sua própria realidade.

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VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Os Três Poderes (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

 

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