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Pesquisa Quaest expõe um dado decisivo sobre a disputa Lula x Flávio

Análise de Renato Meirelles aponta volatilidade inédita do eleitorado e indica que a briga segue longe de definição

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 20 abr 2026, 12h00
Pesquisa Quaest expõe um dado decisivo sobre a disputa Lula x Flávio Priorizar nos meus resultados Google

A mais recente pesquisa Quaest, analisada no programa Ponto de Vista, confirma o cenário de polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro, mas revela um dado que relativiza qualquer projeção antecipada: a eleição segue amplamente indefinida. Segundo o levantamento, Lula lidera o primeiro turno com 37%, contra 32% de Flávio, enquanto no segundo turno há empate técnico — com vantagem numérica do senador, que aparece com 42% ante 40% do petista (este texto é um resumo do vídeo acima).

Para o presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, porém, o foco excessivo no segundo turno pode distorcer a leitura do cenário real.

O segundo turno já indica tendência clara?

Apesar da inversão numérica, Meirelles relativiza o peso desse dado: “Discutir hoje um segundo turno com uma diferença de dois pontos percentuais me parece prematuro”, afirma.

Segundo ele, a eleição brasileira tem um grau de imprevisibilidade elevado, o que impede conclusões definitivas com base em oscilações dentro da margem de erro.

O que realmente importa nas pesquisas?

Para Meirelles, esse indicador é mais relevante do que simulações estimuladas: “O grau de consolidação do voto se dá pelo voto espontâneo”.

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E é justamente nesse ponto que surge o dado mais expressivo da pesquisa: 68% dos eleitores ainda não declararam voto espontaneamente — o equivalente a cerca de 96 milhões de pessoas.

O eleitor já decidiu em quem votar?

Além do alto índice de indecisos no voto espontâneo, a pesquisa mostra que mais de 40% dos eleitores admitem que ainda podem mudar de escolha. O dado, segundo Meirelles, reforça o caráter aberto da disputa: “Quem sabe o que vai acontecer está mal informado”.

Por que os institutos convergem nos resultados?

Porque captam uma mesma tendência estrutural. Marcela Rahal destacou que diferentes metodologias vêm apontando um cenário semelhante, com Lula à frente no primeiro turno e empate técnico no segundo.

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Para Meirelles, essa convergência não significa definição, mas sim que todos estão captando um quadro de alta volatilidade e baixa consolidação do voto.

O que explica essa instabilidade do eleitor?

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O comportamento mais fluido do voto. Com o avanço da urna eletrônica e mudanças no perfil do eleitor, a decisão passou a se aproximar mais do “voto espontâneo”, que reflete convicções reais e não respostas induzidas por listas de candidatos.

Nesse contexto, a eleição tende a ser decidida mais perto do pleito, com mudanças relevantes ao longo da campanha.

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A polarização garante previsibilidade?

Apesar de Lula e Flávio representarem campos políticos opostos, o elevado número de eleitores indecisos ou abertos à mudança indica que a polarização convive com um eleitorado ainda em disputa.

O que os números indicam para a eleição?

Uma disputa aberta — e altamente volátil. Com empate técnico no segundo turno, liderança de Lula no primeiro e um contingente massivo de eleitores indecisos ou flexíveis, o cenário aponta para uma campanha decisiva.

A tendência, segundo a análise apresentada no programa, é de que a eleição seja definida nos detalhes — e apenas na reta final.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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