Pesquisa Quaest: ex-governador do Rio é rejeitado e atual aprovado pela população
Sondagem ouviu 1.200 eleitores do Rio entre 21 e 25 de julho
Cerca de 34% dos eleitores do Rio de Janeiro aprovam a gestão do governador interino, o desembargador Ricardo Couto, mostrou uma pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira, 27. Em contrapartida, 25% desaprovam a atual administração. O levantamento também trouxe uma má notícia para o ex-governador Cláudio Castro (PL): 54% desaprovam o seu governo, contra 28% que aprovam. A margem de erro é de três pontos percentuais.
A pesquisa apontou que apenas 18% dos eleitores têm uma visão positiva sobre a gestão Castro. Cerca de 32% consideram regular, 40% avaliam negativamente e 10% não souberam responder. Em paralelo, a administração de Couto é bem avaliada por 25%, enquanto 30% julgam como regular. Segundo a Quaest, 17% classificam como negativa e 28% não souberam responder.
Encomendada pela Genial Investimentos, a sondagem ouviu 1.200 eleitores do Rio entre 21 e 25 de julho. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RJ-02671/2026.
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De Castro a Couto
A sondagem é divulgada cerca de quatro meses após a renúncia de Castro, que abriu espaço para uma dupla vacância no Palácio Guanabara — Thiago Pampolha (MDB) deixou o posto de vice para assumir como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) no ano passado. O próximo na linha de sucessão seria o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
No entanto, Rodrigo Bacellar (União Brasil) havia sido afastado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e, mais tarde, teve o mandato cassado. Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), era o seguinte na ordem. Ele tomou posse ainda em março. Desde então, xonerou mais de 4 mil funcionários comissionados — o número pode, inclusive, chegar a 6 mil, já que secretarias e entidades ainda estão sendo auditadas, sob a coordenação da Casa Civil. Além disso, Couto determinou auditorias de todos os contratos públicos.
A saída de Castro para concorrer ao Senado ocorreu na véspera da retomada do julgamento do TSE contra ele por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. O TSE tornou o ex-governador inelegível em março. Já em maio, Castro foi alvo de duas operações da Polícia Federal (PF) com menos de 15 dias de distância. As ações tinham como objetivo investigar aportes de R$ 3 bilhões do Rioprevidência no Banco Master.
Segundo a PF, banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, pagou um jantar em Nova York, nos Estados Unidos, com direito a bifes folheados a ouro para o então governador do Rio de Janeiro. Na época, Castro estava nos EUA para participar do LIDE Brazil Investment Forum. Em outro episódio, já em 2024, Vorcaro chama o ex-governador para participar de uma degustação bilionária de uísque em Nova York. Logo em seguida, o Rioprevidência aplicou R$ 80 milhões no Master.







