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Próxima pesquisa deve mostrar Flávio Bolsonaro à frente de Lula pela primeira vez

Nova rodada do Paraná Pesquisas pode trazer reviravolta no cenário eleitoral; avanço do senador depende agora do eleitor de centro

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 fev 2026, 12h57 | Atualizado em 25 fev 2026, 10h56
Próxima pesquisa deve mostrar Flávio Bolsonaro à frente de Lula pela primeira vez Priorize VEJA no Google

A próxima pesquisa do instituto Paraná Pesquisas, prevista para sexta-feira, 27, pode trazer um dado politicamente explosivo: Flávio Bolsonaro à frente de Luiz Inácio Lula da Silva nas intenções de voto.

A informação foi antecipada pelo colunista Robson Bonin, de Radar, no programa Ponto de Vista e, se confirmada, consolidará um movimento que vem sendo observado nas últimas sondagens: crescimento contínuo do senador, sustentado sobretudo pela transferência direta de votos do ex-presidente Jair Bolsonaro (este texto é um resumo do vídeo acima).

Para o especialista em opinião pública Mauro Paulino, o avanço não surpreende. “A evolução das intenções de voto em Flávio vem crescendo ininterruptamente”, afirmou. Segundo ele, trata-se de um fenômeno impulsionado pelo poder de transferência de Bolsonaro — descrito como “inédito e impressionante”.

A transferência basta para sustentar a dianteira?

O impulso inicial, porém, tem limites claros. A maior parte do crescimento de Flávio decorre da consolidação do eleitorado bolsonarista tradicional. Para transformar eventual liderança em vantagem estável, o senador precisará ampliar o raio de alcance e dialogar com o eleitor que não está rigidamente alinhado à polarização.

É esse contingente — menos ideológico e mais pragmático — que costuma decidir eleições em segundo turno.

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Nesse contexto, ganha relevância a estratégia revelada nos bastidores: Jair Bolsonaro teria dado carta branca ao filho para conduzir a campanha como julgar necessário — inclusive com liberdade para reconhecer erros do governo passado ou construir alianças fora do núcleo duro bolsonarista.

O Carnaval pesou contra Lula?

Outro fator que pode ter influenciado a curva das pesquisas é a repercussão do desfile em homenagem a Lula na Sapucaí. Segundo análise feita no programa, a associação entre recursos públicos e celebração política teria causado desgaste junto ao eleitorado conservador e de centro.

A imagem de festa financiada com verba pública, em contraste com dificuldades na saúde e em serviços básicos, ampliou críticas e pode ter afastado eleitores moderados — abrindo espaço para o crescimento do adversário.

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O centro será o fiel da balança?

Paulino avalia que o próximo passo será decisivo. Se Flávio conseguir manter a base herdada do pai e, ao mesmo tempo, sinalizar moderação suficiente para atrair o eleitor de centro, poderá consolidar uma vantagem competitiva.

Caso contrário, corre o risco de atingir rapidamente o teto da herança bolsonarista.

Uma eventual ultrapassagem de Lula, portanto, não seria apenas um dado estatístico. Representaria a consolidação de uma estratégia dupla: aproveitar a força do sobrenome Bolsonaro e, simultaneamente, tentar reduzir a rejeição associada ao governo anterior.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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