Pesquisa mostra a peça decisiva na disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro
Eleitores fora da polarização se revelam o grupo central na corrida, segundo análise de editor de VEJA no programa 'Ponto de Vista'
Uma nova pesquisa CNT/MDA mostra o presidente Lula à frente de Flávio Bolsonaro na corrida presidencial, mas o desempenho dos eleitores que não se identificam com nenhum dos dois candidatos chama a atenção para um grupo que pode ser decisivo na disputa. No Ponto de Vista, apresentado por Laísa Dall’Agnol, o editor José Benedito da Silva avaliou que o senador permanece competitivo e que a parcela do eleitorado insatisfeita com as duas principais opções será alvo das campanhas (esse texto é um resumo do vídeo acima).
Segundo os dados apresentados no programa, Lula registra 42,4% das intenções de voto no primeiro turno, contra 28,7% de Flávio Bolsonaro. Ronaldo Caiado aparece com 4%, Romeu Zema, com 3,3%, Renan Santos, com 2,8%, e Samara Martins, com 1,6%. Brancos e nulos somam 6,8%, enquanto 7,2% estão indecisos.
Em uma simulação de segundo turno, Lula chega a 48%, diante de 39,1% de Flávio. Nesse cenário, os votos brancos e nulos sobem para 10,6%, enquanto 2,3% dos entrevistados permanecem indecisos. O levantamento ouviu 2.005 eleitores entre 5 e 9 de agosto.
Por que Flávio Bolsonaro continua competitivo?
José Benedito destacou que o resultado da CNT/MDA apresenta uma vantagem maior para Lula do que outros levantamentos recentes mencionados no programa. Ainda assim, avaliou que o conjunto das pesquisas aponta para a manutenção da competitividade de Flávio. Segundo ele, o desempenho ocorre apesar das dificuldades enfrentadas pela candidatura, entre elas a falta de apoio de grandes partidos da direita. “A despeito disso, ele se mostra resiliente e é o principal adversário da oposição para enfrentar Lula”, disse José Benedito.
Para o editor, um dos elementos que mantêm aberta a disputa é a parcela do eleitorado que deseja uma mudança na Presidência. Na sua avaliação, esse contingente representa um desafio para Lula e, simultaneamente, uma oportunidade para seu principal adversário.
O que revelam os 10,6% de votos brancos e nulos?
José Benedito chamou atenção especialmente para o salto dos votos brancos e nulos na simulação de segundo turno. O índice chega a 10,6% quando os entrevistados precisam escolher entre Lula e Flávio. “Mais de 10% é um número considerável e sinaliza que o eleitor está realmente descontente com essas duas únicas opções que se mostram mais viáveis”, afirmou.
Na avaliação do editor, existe uma parcela do eleitorado que não aprova o governo Lula, mas tampouco está convencida de que Flávio representa a alternativa desejada. “O eleitor fica nessa situação: ‘Eu não quero que esse presidente continue, mas essa alternativa que está colocada aí também não é interessante o suficiente’”, resumiu.
Quem pode conquistar o eleitor fora da polarização?
Para José Benedito, esse grupo estará no centro da disputa. Lula poderá tentar atraí-lo por meio de uma melhora na avaliação de seu governo, enquanto Flávio terá o desafio de se apresentar como uma alternativa capaz de convencer quem rejeita a continuidade do atual presidente, mas ainda não aderiu à sua candidatura. “O problema desse eleitor para os dois candidatos é que ele não é um eleitor alinhado”, afirmou.
Esse perfil, segundo o editor, distingue-se justamente por não reproduzir automaticamente a divisão política que marcou as últimas eleições presidenciais. “Esse eleitor não é polarizado: ele não é alinhado nem com Lula, nem com Flávio.”
Na avaliação do editor, é justamente a ausência de fidelidade a qualquer um dos polos que torna esse segmento particularmente importante. “Ele é um eleitor que desafia esses dois candidatos e será decisivo”, afirmou o editor, ao projetar uma disputa apertada pela Presidência.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.







