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Pesquisa indica que o segundo turno pode ser o verdadeiro teste do favorito em Minas

Editor avalia que liderança na primeira etapa da eleição não garante disputa confortável depois e aponta adversários capazes de agregar forças

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 26 ago 2026, 13h02
Pesquisa indica que o segundo turno pode ser o verdadeiro teste do favorito em Minas Priorizar nos meus resultados Google

A liderança nas pesquisas para o governo de Minas Gerais coloca o favorito Cleitinho em posição privilegiada na largada da campanha, mas pode esconder uma disputa bem mais difícil no segundo turno. No Ponto de Vista, apresentado por Laísa Dall’Agnol, o editor José Benedito da Silva avaliou que Patrus Ananias e Alexandre Kalil têm experiência política e potencial para reunir apoios hoje dispersos, alterando a configuração da eleição em uma eventual etapa decisiva (este texto é um resumo do vídeo acima).

Ao comentar os números da Quaest apresentados no programa, José Benedito reconheceu o favoritismo indicado pelos levantamentos, mas fez uma ressalva. Para o editor, porém, é difícil imaginar uma definição já no primeiro turno, entre outros fatores porque a candidatura foi montada tardiamente e não conseguiu formar uma aliança muito ampla.

Essa dificuldade ganha importância diante dos possíveis adversários. José Benedito destacou a experiência política tanto de Ananias quanto de Kalil. Em sua avaliação, os dois carregam trajetórias e capacidade eleitoral que podem tornar a segunda etapa da disputa substancialmente diferente da primeira.

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Por que Patrus e Kalil podem tornar a disputa mais difícil?

José Benedito ressaltou que Patrus já comandou Belo Horizonte e ocupou ministério, enquanto Kalil também administrou a capital mineira e disputou o governo estadual. Essa experiência, segundo o editor, pesa especialmente diante da possibilidade de concentração dos votos no segundo turno. “Qualquer um dos dois pode conseguir agregar forças que hoje estão espalhadas nessa disputa”, afirmou.

No caso de Patrus, José Benedito destacou o apoio de Lula e a estrutura partidária do PT. Já Kalil poderia, em sua avaliação, tentar construir uma frente eleitoral mais ampla. É justamente essa capacidade de incorporar forças que hoje estão divididas entre diferentes candidaturas que torna o segundo turno uma nova disputa, e não simplesmente uma repetição do cenário inicial.

Como Lula pode pesar no segundo turno?

A presença de Lula nas articulações também aparece como uma variável relevante na análise. Enquanto Patrus conta com o presidente e com a estrutura petista, José Benedito avaliou que Kalil também poderia buscar uma composição mais abrangente, reunindo setores do centro e da esquerda.

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Nesse cenário, o comportamento das forças eliminadas no primeiro turno ganha importância. O favorito deixaria de enfrentar um campo fragmentado e passaria a disputar votos contra apenas um adversário, potencialmente fortalecido pela reunião de diferentes apoios.

O favoritismo pode desaparecer?

José Benedito não descartou a vantagem construída até aqui, mas ressaltou que ela deve ser analisada dentro das características de cada etapa da eleição. “Eu acho que o favorito entra na eleição numa posição boa, mas o segundo turno pode ser uma eleição diferente”, disse.

A chave, portanto, estará na identidade do adversário que conseguir avançar. “Vai depender muito de quem chegar contra ele”, concluiu o editor no Ponto de Vista. Se a liderança atual dá ao favorito uma vantagem na largada, será a capacidade de Patrus ou Kalil de reunir as forças espalhadas no primeiro turno que determinará o tamanho do desafio na reta decisiva.

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VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

 

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