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Pesquisa é “fotografia de um momento”, avalia Cardozo

No primeiro levantamento realizado pelo instituto Datafolha depois das manifestações no país, a aprovação do governo teve uma queda de 27 pontos: de 57% para 30%

Por Da Redação
29 jun 2013, 17h19

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, classificou como “fotografia de um momento” o resultado da pesquisa Datafolha que mostra queda de 27 pontos na aprovação do governo Dilma Rousseff nas últimas três semanas – de 57% para 30%. E acrescentou que as manifestações de rua em vários estados atingem todos os governantes neste momento. Entretanto, avaliou que a imagem da presidente ainda estaria positiva e afirmou que as respostas do governo às demandas dos manifestantes foram bem recebidas, conforme a pesquisa.

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“É a fotografia de um momento. Todos os governantes do país são atingidos pelas manifestações. É absolutamente previsível o resultado e atinge a todos”, disse. Mas ele afirmou que o resultado da pesquisa não deveria ser usado para atacar o governo com vistas às eleições de 2014. “Quem quiser apostar contra o Brasil neste momento pensando em atingir o governo Dilma vai perder a aposta”, acrescentou.

Cardozo afirmou ser prematuro projetar para as eleições do ano que vem a queda de popularidade do governo. Pesquisas internas, que o ministro não quis detalhar, indicariam que a imagem da presidente permanece bem avaliada. “Nossas pesquisas ainda mostram aceitação muito ampla”, argumentou. “A presidente está muito bem postada nessa disputa. Nesse momento, temos de pensar mais na parceria entre os poderes”, afirmou.

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A pesquisa mostrou que 30% dos brasileiros consideram a gestão Dilma boa ou ótima. Na pesquisa de junho, anterior aos protestos, a aprovação era de 57%. Foi a maior queda na avaliação de governo desde a presidência de Fernando Collor de Mello.

O Datafolha apontou também que 32% dos entrevistados consideraram a resposta da presidente aos protestos como ótima ou boa. E 68% dizem apoiar a proposta encampada pelo governo de um plebiscito sobre a reforma política. Com base nesses dados, Cardozo afirmou que Dilma tem “liderança” – expressão usada pelo ministro quatro vezes na entrevista – para implementar as demandas dos manifestantes. “Esse resultado mostra que a presidenta tem liderança concreta e efetiva no país”, disse o ministro.

Os dados da pesquisa ainda apontam descrédito com a política econômica e consequente receio de que a inflação vá subir. Apesar disso, o ministro afirmou que a realidade vivida pelo brasileiro ainda é positiva. “A situação econômica permanece inalterada, com pleno emprego, pessoas saindo da miséria… O que estava dado continua sendo dado”, disse. “A condição dos brasileiros hoje é muito melhor, o país é sólido e enfrenta a crise de maneira diferente de outros momentos”, disse.

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Presidente – A presidente Dilma Rousseff está “muito tranquila” com a pesquisa que mostrou queda de 27 pontos porcentuais na popularidade de seu governo. A informação é do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que esteve reunido com a presidente no início da tarde deste sábado. “Eu, particularmente, acho que essa pesquisa deve ter afetado a popularidade de todos os governos, não apenas o governo federal”, afirmou o ministro ao explicar que as manifestações não foram feitas contra a presidente, mas sim por uma pauta de reivindicações ampla.

“A presidente está muito tranquila, muito calma, ela reconhece que tem uma mudança e acha que a receita, o remédio para isso é nós trabalharmos bastante. Já estamos trabalhando”, afirmou Paulo Bernardo. O ministro disse ainda que o governo precisa entender os pontos das manifestações e dar respostas, dar solução quando tiver, ou dizer que não há solução. “Quem vai reverter ou não a pesquisa é o povo. É evidente que a pesquisa reflete um momento. Nós achamos que precisamos reconhecer quando há problema”, disse. Também estiveram com a presidente no Palácio da Alvorada os ministros Aloizio Mercadante, da Educação, e Helena Chagas, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência.

(Com Estadão Conteúdo)

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