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Pesquisa AtlasIntel mostra impacto da crise Michelle x Flávio na disputa presidencial

Levantamento indica que a exposição pública do conflito familiar prejudica a candidatura do senador

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 jul 2026, 14h40
Pesquisa AtlasIntel mostra impacto da crise Michelle x Flávio na disputa presidencial Priorizar nos meus resultados Google

A divulgação da mais recente pesquisa AtlasIntel reforçou um diagnóstico que já vinha sendo discutido nos bastidores da campanha presidencial: a crise entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro produziu efeitos negativos sobre a candidatura do senador do PL, ainda que a ex-primeira-dama também tenha sofrido desgaste junto ao eleitorado bolsonarista. O tema foi debatido no programa Os Três Poderes, por Ricardo Ferraz, José Benedito da Silva, Laryssa Borges e Diogo Schelp (este texto é um resumo do vídeo acima).

Segundo os dados apresentados no programa, 64,1% dos entrevistados afirmam que a exposição pública do conflito enfraqueceu a candidatura de Flávio, enquanto apenas 9,2% acreditam que ela fortaleceu o senador. Para os comentaristas, os números consolidam o impacto político da crise interna vivida pelo principal nome da oposição.

Por que Michelle perde apoio entre os próprios bolsonaristas?

Um dos dados destacados por Ricardo Ferraz mostra que, embora 51% do eleitorado em geral concordem com a divulgação do vídeo por Michelle, entre os eleitores de Jair Bolsonaro o cenário se inverte. Nesse grupo, 65,6% desaprovam a iniciativa, enquanto apenas 26,5% a apoiam.

Para José Benedito, isso evidencia a divisão produzida dentro da própria direita. “O vídeo da Michelle dividiu bastante a direita”, afirmou.

Segundo o editor, uma parcela relevante do eleitorado conservador considera que a ex-primeira-dama acabou criando dificuldades para a candidatura de Flávio e, indiretamente, favorecendo o presidente Lula. Ao mesmo tempo, ele observa que outro segmento entende que Michelle fez bem ao tornar públicas as divergências.

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Lula x Flávio: os eleitores que devem decidir a disputa

Por que o PL também saiu prejudicado?

José Benedito argumentou que o problema vai além da disputa familiar. Segundo ele, Michelle desempenhava um papel estratégico dentro da campanha nacional do PL, especialmente na tentativa de ampliar o diálogo com mulheres e eleitores conservadores.

O jornalista lembrou que dirigentes do partido consideravam a ex-primeira-dama uma das principais cabos eleitorais da legenda ao lado de outras lideranças nacionais. Na avaliação dele, o rompimento fragiliza justamente um dos segmentos onde Flávio enfrenta maior dificuldade de crescimento.

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Como a crise pode afetar as alianças do senador?

Outro efeito apontado por José Benedito envolve a articulação política da campanha. Segundo ele, partidos que ainda negociam eventual apoio ao senador podem passar a enxergar a crise familiar como um fator adicional de instabilidade. “Quem está de fora vai olhar e perguntar: ‘Será que eu devo entrar nessa casa?'”

Para o editor, a sucessão de conflitos transmite uma imagem de desorganização justamente às vésperas do período de convenções partidárias.

O momento político ficou mais difícil para Flávio?

Na avaliação de Laryssa Borges, a AtlasIntel revela um cenário mais delicado para o senador do que aquele observado no início do ano. Ela destacou um dos indicadores medidos pelo instituto segundo o qual 48% dos entrevistados afirmam ter receio de um eventual governo Flávio Bolsonaro. “Isso mostra que o momento político é muito desfavorável ao Flávio.”

Segundo a jornalista, o levantamento foi realizado após a divulgação dos vídeos de Michelle, captando os efeitos imediatos da crise.

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Ela acrescentou que outros episódios recentes também tendem a aumentar a pressão sobre a campanha, como a demora do senador em responder às declarações de Paulo Figueiredo e a repercussão da carta enviada ao governo dos Estados Unidos defendendo o adiamento do tarifaço sobre produtos brasileiros.

Michelle pode substituir Flávio como herdeira política?

Apesar do desgaste enfrentado pelo senador, Laryssa destacou que a própria pesquisa traz um dado favorável a Flávio dentro do universo bolsonarista. Segundo ela, a AtlasIntel aponta que 43% dos entrevistados consideram Flávio Bolsonaro o nome mais indicado para suceder politicamente o ex-presidente Jair Bolsonaro. Michelle Bolsonaro aparece com menos de 4% nesse recorte.

Para os participantes do programa, o resultado indica que, embora a ex-primeira-dama preserve influência em segmentos importantes do eleitorado, especialmente entre mulheres e conservadores, ela ainda não conseguiu converter esse capital político em preferência para liderar o campo bolsonarista.

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O debate concluiu que a pesquisa revela um quadro ambíguo: a crise familiar enfraquece a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro e amplia a percepção de instabilidade dentro do PL, mas também mostra que Michelle Bolsonaro enfrenta forte resistência entre os eleitores mais identificados com o ex-presidente, mantendo Flávio como principal herdeiro político desse grupo.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Os Três Poderes (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

 

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