Pesquisa: a dura batalha entre esquerda e direita por duas vagas ao Senado por SP
Levantamento do instituto Ideia mostra candidatas de Lula numericamente à frente, seguida por um pelotão de postulantes do campo conservador
Considerada prioritária tanto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), os dois líderes da corrida ao Palácio do Planalto, a eleição ao Senado motiva uma briga acirrada entre esquerda e direita em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país.
Segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira, 10, pelo instituto Ideia, contratado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), as duas candidatas de Lula, ambas ex-ministras, lideram numericamente a corrida: Simone Tebet (PSB) tem 26,8% das intenções de voto, enquanto Marina Silva (Rede) aparece com 23,3%.
As duas estão empatadas dentro da margem de erro de 2,3 pontos percentuais para mais ou para menos. Marina também está empatada com dois postulantes da direita que vêm logo na sequência. O deputado e ex-secretário da Segurança Pública Guilherme Derrite (PP) tem 19,4%, enquanto o deputado estadual André do Prado (PL) aparece com 19,0%.
Derrite e Prado estão empatados, também dentro da margem de erro, com outro nome forte da direita, o ex-ministro Ricardo Salles (Novo), que tem 16,4% das intenções de voto – ex-ministro do Meio Ambiente na gestão Jair Bolsonaro, ele corre em raia separada da chapa liderada pelo candidato à reeleição, governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Fora do pelotão principal, a pesquisa Ideia/ACSP traz ainda Soninha Francine (Cidadania), com 2,9%; Geraldo Rufino (Podemos), com 2,7%; Eliana Ferreira (PSTU), com 1,7%; Weller Gonçalves (PSTU), com 1,3%; Maíra de Souza (UP), com 1,1%; Márcio Alves (UP), com 0,8%; e Petter Maahs (PCB), com 0,7%.
Um grande percentual de eleitores (42,2%) disse que ainda não sabe em quem irá votar, e outros 10,2% afirmaram que irão votar em ninguém ou em branco ou anular o voto.
Neste ano, o Senado irá renovar dois terços de suas cadeiras (54 de um total de 81), e a eleição é vista pelos dois polos do espectro político como uma forma de melhorar sua presença na Casa. O Senado é o responsável por, entre outras atribuições, votar o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, uma das principais bandeiras da direita.
Sobre a pesquisa
A pesquisa Ideia/ACSP ouviu 1. 800 entrevistados entre os dias 5 e 8 de agosto e foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o nº SP-04956/2026.







