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PCC investiu R$ 500 mil em aulas e combustível de helicópteros para resgatar líder

Pelo menos três integrantes da facção receberam orientações para pilotar aeronaves

Por Da Redação 28 fev 2014, 08h35

A inteligência das Polícias Civil e Militar e do Ministério Público Estadual (MPE) estima que os criminosos do Primeiro Comando da Capital (PCC) gastaram cerca de 500.000 reais em aulas de pilotagem de helicópteros e no aluguel de aeronaves para planejar o resgate de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e outros três líderes da facção criminosa.

Ao todo, 300.000 reais foram investidos em horas de voo em cursos para piloto de helicóptero. A facção queria treinar três integrantes, pois, além do resgate, as aeronaves também poderiam ser usadas no transporte de armas, drogas e dinheiro. O restante do dinheiro seria gasto com combustível para aeronave, material de estudo e aluguel de aeronaves para testar o plano e fazer voos de reconhecimento.

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Os investigadores detectaram que os integrantes da facção fizeram quatro voos de helicóptero em São Paulo e no Paraná e um com um avião modelo Cessna 510, que partiu do Paraguai e pousou no aeroporto de Loanda, no Paraná. Seria para lá que Marcola e os presos Cláudio Barbará da Silva, Célio Marcelo da Silva, o Bin Laden, e Luiz Eduardo Marcondes Machado, o Du Bela Vista, seriam levados depois que conseguissem fugir da penitenciária.

O plano era que os quatro subissem no avião e fossem para o Paraguai, onde seriam esperados por Gilberto dos Santos, o Fuminho. Perto de Loanda, na cidade de Porto Rico (PR), os criminosos alugaram uma casa que servia de quartel-general para a organização do resgate.

(Com Estadão Conteúdo)

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