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Paz entre Flávio e Michelle vai colocar mais pressão sobre Tarcísio

Tido como um dos cabos eleitorais mais importantes, governador de SP será cobrado a se engajar mais na campanha e a atrair o Republicanos para a aliança

Por José Benedito da Silva Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 jul 2026, 13h58 | Atualizado em 24 jul 2026, 14h42
Paz entre Flávio e Michelle vai colocar mais pressão sobre Tarcísio Priorizar nos meus resultados Google

A paz selada entre o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) na última quinta-feira, 23, após um barulhento afastamento, vai colocar mais pressão em outro nome considerado um cabo eleitoral importante para o bolsonarismo nas próximas eleições: o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Considerada fundamental para atrair o eleitorado feminino (onde Flávio tem muitas dificuldades) e fortalecer o segmento evangélico (um dos principais redutos do bolsonarismo), Michelle tinha aberto uma crise na campanha ao publicar um vídeo em que acusava o enteado presidenciável de tê-la desrespeitado — Flávio gravou um vídeo na quinta-feira pedindo desculpas, e a ex-primeira-dama gravou outro aceitando a retratação.

Além do apoio de Michelle, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, considera que Flávio só vencerá a eleição se tiver o engajamento de outros dois cabos eleitorais decisivos: o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e Tarcísio.

Com o “cachimbo da paz” entre Flávio e a madrasta, vai crescer a pressão para que Tarcísio se engaje com mais ênfase na campanha bolsonarista — algo pelo qual ele é cobrado desde o início da pré-campanha — e para que se esforce para levar o seu partido, o Republicanos, para uma aliança formal com a candidatura do PL.

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Na reta final para o fim do prazo das convenções partidárias, no dia 5 de agosto, Flávio corre contra o tempo para tentar fechar o apoio do Republicanos, aparentemente o único dos grandes partidos do Centrão que ainda não rejeitou a adesão formal ao projeto bolsonarista. O pré-candidato chega a sua convenção, neste sábado, 25, sem ter nenhum partido ao seu lado além do PL.

Nos últimos dias, com o PP e o União Brasil dando sinais claros de que ficarão independentes na corrida presidencial, restou a Flávio tentar fechar com o Republicanos para ter, inclusive, alguma opção de candidato a vice — a favorita é a economista Daniella Marques, filiada à sigla —  e não ter que ir para a disputa com uma chapa puro-sangue, com dois nomes do PL.

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Tarcísio é uma das maiores lideranças do partido e o seu principal nome nas urnas neste ano, já que é favorito a obter um segundo mandato no maior colégio eleitoral do país. Além disso, é coordenador da campanha de Flávio no estado e será uma das estrelas da convenção deste sábado.

Mas a sua missão não é fácil. O presidente do Republicanos, deputado Marcos Pereira, disse que vem consultando as bases da legenda e que a disposição da maioria hoje é de seguir independente, inclusive porque em alguns estados — especialmente no Nordeste — a sigla depende de uma proximidade com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Outro problema é a pouca disposição do PL para aceitar apoiar candidatos do Republicanos ao governo em alguns estados, como Mato Grosso do Sul e Roraima, hoje governados pela sigla do Centrão.

 

 

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