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Patriota abre inquérito para investigar chegada de asilado boliviano no Brasil

Ministério das Relações Exteriores quer entender como Roger Molina, que estava asilado há um ano na embaixada brasileira em La Paz, cruzou a fronteira

Por Da Redação 25 ago 2013, 13h36

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, afirmou em nota neste domingo que vai abrir um inquérito para investigar a saída do senador boliviano Roger Pinto Molina da embaixada brasileira em La Paz e sua entrada em território brasileiro.

Molina estava asilado há um ano na Bolívia e pode ter contado com a ajuda do ministro Eduardo Saboia, encarregado de negócios do Brasil em La Paz, durante a viagem. Saboia está a caminho de Brasília para prestar esclarecimentos. O Ministério das Relações Exteriores informa que tomará as medidas administrativas e disciplinares cabíveis caso seja comprovada algum desvio de conduta.

Bolívia – A saída do senador não afetará as relações entre os dois países, afirmou a ministra boliviana de Comunicação, Amanda Dávila. O político estava refugiado na embaixada brasileira em La Paz desde 28 de maio de 2012. “As relações entre Bolívia e Brasil se mantêm em uma situação de absoluta cordialidade e respeito”, disse a ministra em entrevista coletiva no Palácio de Governo, neste domingo. “O governo boliviano e o presidente Evo Morales sempre expressaram e o seguirão demonstrando todo seu afeto e respeito pela presidente Dilma Rousseff e o governo brasileiro”.

A ministra disse ainda que a Bolívia “não negociou a saída” e não deu salvo-conduto para que o senador fosse ao Brasil porque ele responde a processos por corrupção e inclusive já foi condenado em um caso a um ano de prisão. “O que ocorreu é simplesmente uma fuga da embaixada do Brasil para o território brasileiro”, argumentou.

Histórico – O senador boliviano deixou seu país em um carro oficial do governo brasileiro e foi escoltado por soldados, disse neste domingo o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Ricardo Ferraço (PMDB-ES), que recebeu o político em Brasília.

Pinto desembarcou pouco depois da 1 hora da madrugada deste domingo no aeroporto internacional de Brasília. Ferraço estava ao lado do senador boliviano, que vivia há um ano na embaixada brasileira na Bolívia alegando ser perseguido politicamente pelo governo Evo Morales.

O presidente da Comissão de Relações Exteriores negou que Pinto seja um foragido da justiça boliviana, que o acusa de diversos crimes de corrupção pelos quais, inclusive, foi condenado em junho passado a um ano de prisão.

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