Patrimônio de Ciro Gomes cai quase pela metade em quatro anos
Na contramão da maioria dos políticos, o candidato do PSDB ao governo do Ceará declarou ter ficado mais pobre
Ao contrário de alguns figurões da política que se enriqueceram depois de entrar para a vida pública, Ciro Gomes (PSDB), candidato ao governo do Ceará, declarou à Justiça Eleitoral ter ficado mais pobre nos últimos quatro anos. Em 2026, ele informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter um patrimônio de 1,7 milhão de reais – pouco mais da metade do que tinha em 2022, quando concorreu à Presidência da República.
Para a disputa deste ano, o candidato do PSDB declarou ter, entre outras coisas, dois carros, três imóveis e participação em duas empresas. O bem mais valioso da lista, segundo o TSE, é um apartamento avaliado em pouco mais de 889.000 reais.
Quatro anos atrás, quando disputou o Planalto contra Lula e Bolsonaro, Ciro, na época filiado ao PDT, declarou à Justiça Eleitoral ter um patrimônio de aproximadamente 3 milhões de reais.
Além de participação em empresas, ele também dizia ser dono de quatro imóveis, dentre eles uma casa de 300.000 reais e um apartamento de 687.000 reais. O ex-governador declarou ainda ter quase 32.000 reais em espécie naquele período.
Em 2018, Ciro Gomes também concorreu à Presidência pelo PDT. Naquele ano, o ex-governador do Ceará informou à Justiça Eleitoral um patrimônio semelhante ao que tem atualmente, de cerca de 1,7 milhão de reais. Ele declarou ser dono de um apartamento, de uma casa, automóveis e créditos em poupanças.
Pesquisas recentes de intenção de voto mostram que ele aparece na liderança da disputa pelo governo do Ceará. No último levantamento divulgado pela Quaest na semana passada, o tucano registrou 43% das intenções de voto – 10 pontos percentuais a mais que Elmano de Freitas (PT), atual governador e candidato à reeleição.
No Ceará, Ciro Gomes, que já foi ministro de governos petistas, disputará a eleição com o apoio do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro – de quem o ex-governador já foi bastante crítico.
A aliança foi o pano de fundo para uma crise entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL ao Planalto.
Na sexta-feira, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) disse, em entrevista ao programa Ponto de Vista, de VEJA, que Michelle resistiu ao acordo firmado entre o PL e a campanha de Ciro Gomes e chamou a aliança de “acordão indecoroso”.







