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Passe Livre não vai a reunião com o governo sobre protestos

Encontro ocorreria na sede do Ministério Público, que tentava intermediar um acordo sobre itinerário das manifestações em São Paulo

O Movimento Passe Livre (MPL) não compareceu nesta quinta-feira a uma reunião para o qual foi convidado para tratar da organização de manifestações com a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e o Ministério Público. A reunião foi agendada para as 10 horas no prédio da Promotoria, no centro de São Paulo, que exerceria o papel de intermediador nas negociações. Foram à reunião o secretário de Segurança, Alexandre de Moraes, o procurador-geral de Justiça, Marcio Elias Rosa, e o secretário municipal de Governo, Chico Macena.

A última passeata contra o aumento da tarifa do transporte público de 3,50 para 3,80 reais resultou em confronto antes de começar por causa da discordância entre integrantes do Passe Livre e a Polícia Militar em relação ao trajeto a ser percorrido. Os manifestantes queriam caminhar da Avenida Rebouças ao Largo da Batata, na Zona Oeste, enquanto a PM exigia que o trajeto fosse feito da Rua da Consolação à Praça da República, no centro da capital. A polícia impediu que os manifestantes seguissem pelo itinerário proposto pelo MPL com bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral.

Um novo ato foi agendado para as 17 horas desta quinta, desta vez com a concentração em dois lugares – na Praça Ramos de Azevedo, no centro, e no Largo da Batata, em Pinheiros. A SSP avisou que definiria novamente o percurso do protesto se ele não fosse informado às autoridades com antecedência. Diante disso, por volta das 14h50, o Passe Livre resolveu divulgar na sua página no Facebook o caminho das passeatas de hoje – a primeira passará pelo prédio da prefeitura até a frente do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista; e a segunda, irá pela Avenida Faria Lima até a Estação de Metrô Butantã.

O secretário Alexandre de Moraes afirmou que o Passe Livre age de forma “antidemocrática por se negar ao diálogo”. “É um verdadeiro desrespeito o que esse movimento está fazendo com a população de São Paulo. Não podemos ficar a mercê de um grupo que não está querendo ser manifestar, mas quer causar baderna”, disse Moraes.

O secretário também informou que dois manifestantes detidos no último ato na terça continuam presos e devem ser acusados de organização criminosa. Segundo ele, mais de cinquenta inquéritos foram instaurados contra manifestantes desde junho de 2013, quando também ocorreram manifestações contra o reajuste da passagem.

Segundo o Ministério Público, outra reunião foi agendada com o grupo para a próxima segunda-feira.

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(Com Estadão Conteúdo)