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Partidos de esquerda se unem para convocar protestos contra Bolsonaro

Lideranças das siglas se reuniram em Brasília para discutir estratégias para mobilizar a sociedade

Por Eduardo Gonçalves - Atualizado em 3 mar 2020, 18h59 - Publicado em 3 mar 2020, 18h43

Os partidos de oposição ao governo Bolsonaro, PT, PSB, PDT, PSOL, PCdoB, Rede e Partido Verde, lançaram nesta terça-feira, 3, um manifesto em conjunto para endossar as manifestações de março contra o presidente. No texto, as siglas falam em “apoiar, incentivar e participar” dos atos dos dias 8 (Dia Internacional da Mulher), 14 (em memória dos dois anos do assassinato da vereadora Marielle), e 18 (das centrais sindicais).

Além de lançar o manifesto, as lideranças dos partidos também discutiram estratégias para mobilizar a sociedade. Para isso, decidiram manter um “fórum permanente” para definir ações em conjunto e “construir uma política unificada de comunicação, fortalecendo a presença nas redes sociais”.

“O presidente da República afronta sistematicamente a Constituição e a democracia. Atua para desestabilizar as instituições, ao apoiar manifestações contra o Congresso e o STF e ao incitar ações políticas e ilegais nas polícias militares”, diz o texto, referindo-se ao protesto marcado para o dia 15 de março por grupos pró-Bolsonaro e ao motim dos policiais militares no Ceará, que foi encerrada no último domingo, 1.

As manifestações de movimentos da esquerda, que já haviam sido marcadas anteriormente, ganharam fôlego na semana passada após vir a público que Jair Bolsonaro apoiava um ato organizado por seus seguidores com ataques ao Legislativo.

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O PT e o PSOL já haviam convocado a militância para os atos desde a quinta-feira passada, dia 27 de fevereiro. Os outros cinco partidos entraram no engajamento hoje. “A discusão pela defesa de nossa democracia retorna com mais força no atual cenário. Estamos com os presidentes e líderes da oposição para tonificar a contrariedade a esses compartamentos criminosos contra a democracia. A liberdade está em risco”, disso o deputado André Figueiredo, líder da bancada do PDT na Câmara.

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