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Partido de Bolsonaro tem quatro pré-candidatos à Presidência da Câmara

Apesar de pré-candidaturas, a ideia é negociar apoio no segundo turno e barganhar cargos na Mesa Diretora

Por Laryssa Borges Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
9 dez 2023, 15h04

De olho no poder de barganha que um partido com 99 deputados federais tem dentro do Congresso, o PL, sigla ao qual o ex-presidente Jair Bolsonaro é filiado, se articula para lançar candidatura própria à Presidência da Câmara. A disputa, prevista para fevereiro de 2025, já tem parlamentares mais bem posicionados no xadrez político – o líder do União Brasil Elmar Nascimento (BA), e o presidente do Republicanos Marcos Pereira (SP), por exemplo, trabalham há meses pela sucessão de Arthur Lira (Progressistas-AL) – mas dentro do PL a ordem é para que um nome relativamente viável possa negociar o embarque da legenda à candidatura mais competitiva em um eventual segundo turno e, com a eleição consolidada, seja indicado para um cargo na Mesa.

Desde já o PL contabiliza pelo menos quatro pré-candidatos – além do líder Altineu Côrtes (RJ), são citados como opções o deputado de segundo mandato Luiz Philippe de Orléans e Bragança (SP), Alberto Fraga (DF), amigo pessoal do capitão, e o representante do agro Giovani Cherini (RS). Orléans e Bragança foi incumbido de coordenar uma peneira interna para a definição do candidato, enquanto o mandachuva da legenda Valdemar Costa Neto tem ouvido apelos para que, independentemente do escolhido, feche questão em torno do nome do classificado, forçando os correligionários a votar em bloco no representante do PL.

Apesar de ser a maior bancada, o PL tem consciência de que não tem condições de aglutinar diferentes forças políticas como fez Arthur Lira em sua reeleição no início do ano, quando obteve confortáveis 464 votos dos 513 possíveis, e a candidatura própria é, antes de tudo, uma negociação para cargos de cúpula na direção da Câmara. Hoje o representante do partido na Mesa é Sóstenes Cavalcante (RJ), segundo vice-presidente.

O PT faz movimento semelhante e, hoje sem candidato próprio, busca negociar acordos que o garantam vantagens na futura presidência da Casa. Desde a primeira experiência do partido no governo federal, a eleição para a Mesa Diretora da Câmara sempre foi sinônimo de dor de cabeça. No primeiro mandato de Lula, os petistas racharam entre duas candidaturas próprias e abriram caminho para a eleição de um expoente do baixo clero e do Centrão, Severino Cavalcanti. Com Dilma Rousseff no segundo mandato, a sigla mirou o MDB, partido do então vice-presidente Michel Temer, e foi atropelada pela vitória de Eduardo Cunha.

O PT na disputa pela Presidência da Câmara

Apesar do suposto pragmatismo do partido após as derrotas, com mais de um ano de antecedência da eleição, uma conversa entre o ministro da Casa Civil Rui Costa e o hoje favorito Elmar Nascimento reacendeu a sensação de que a sigla estava prestes a meter os pés pelas mãos. Com a cabeça a prêmio por pressão do Centrão, Costa chamou o antigo adversário, a quem já havia vetado para o primeiro escalão do Executivo, e disse que não atrapalharia as pretensões do deputado de buscar suceder a Arthur Lira. O aceno caiu mal no Planalto porque, entre outras coisas, poderia ser interpretado como endosso precoce do governo à candidatura de Nascimento e, mais importante, porque o PT prefere um terceiro nome, o do deputado Antônio Brito (PSD-BA).

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