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Parceria com Lira abre nova oportunidade para Haddad sair das cordas

Deputado pretende submeter a votação na próxima semana a regulamentação da reforma tributária, uma das prioridades do ministro da Fazenda

Por Daniel Pereira 7 jul 2024, 14h04

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, assumiu o cargo sob forte desconfiança do mercado. Havia dúvida se ele conseguiria tocar uma política econômica responsável e conter a pressão do presidente Lula e do PT por mais gastos públicos e menos rigor fiscal. A estreia não foi propriamente positiva para o chefe da equipe econômica. Num debate dentro do governo, ele acabou derrotado quando defendeu a reoneração dos combustíveis, medida que só foi adotada meses depois.

No saldo de 2023, no entanto, Haddad conseguiu aprovar pontos prioritários da agenda econômica, entregou um crescimento do PIB três vezes maior do que o estimado pelo mercado e colheu dados positivos de inflação, emprego e renda. Na prática, ele reverteu a expectativa negativa inicial e semeou certo otimismo entre os agentes econômicos. Essas conquistas foram resultado de uma combinação de fatores, como uma providencial aliança com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP).

Apoiador da fracassada campanha à reeleição de Jair Bolsonaro, Lira, que mantém uma relação de desconfiança mútua com Lula, ajudou Haddad a tirar do papel, entre outros, o novo marco fiscal, a reforma tributária e uma série de medidas destinadas a aumentar a arrecadação federal. Apesar dos notórios problemas de articulação política do governo, o deputado abraçou a agenda do ministro, até porque ele, Lira, também ganhou pontos, com a aprovação das propostas, com expoentes do PIB brasileiro.

Mudança de cenário

Em 2024, o cenário mudou para Haddad. A Câmara rejeitou parte de suas propostas, como a MP do PIS/Cofins, e atenuou outras, dificultando o plano do ministro de cumprir as metas fiscais por meio do aumento da arrecadação. Além disso, Lula passou a sabotar a atuação da equipe econômica com bravatas que contribuíram para a fortalecer a suspeita de que o governo não tem compromisso de fato com a responsabilidade fiscal.

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Pressionado por derrotas dentro do governo e no Congresso, Haddad viu o cenário econômico piorar com a escalada do dólar, que, se continuar, terá impacto direto na inflação. Se 2023 foi uma fase de bonança, este ano tem sido de dificuldades para o ministro. Com o presidente mais boicotando do que ajudando, ele terá na próxima semana uma oportunidade de ouro para deixar de lado a agenda negativa. E, mais uma vez, pelas mãos de Lira.

Se o roteiro for cumprido, o deputado submeterá a votação a regulamentação da reforma tributária, uma das prioridades de Haddad. Será a chance de o ministro mudar de assunto — e respirar um pouco.

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