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Palocci recebeu propina em troca de benefícios para Braskem

Acusações foram enviadas ao juiz Sergio Moro

Por Rodrigo Rangel, Daniel Pereira, Robson Bonin, Laryssa Borges, Marcela Mattos, Felipe Frazão, Hugo Marques, Thiago Bronzatto - Atualizado em 18 abr 2017, 12h52 - Publicado em 12 abr 2017, 00h40

Os delatores da Odebrecht Alexandrino de Salles Ramos Alencar e Pedro Augusto Ribeiro Novis acusaram o ex-ministro petista Antônio Palocci de receber propinas em troca de benefícios fiscais para a Braskem S/A, empresa do grupo. Os valores não foram revelados.

O Supremo Tribunal Federal decidiu encaminhar o caso à Justiça Federal do Paraná, onde correm outros processos contra Palocci no âmbito da Operação Lava-Jato. Fatos conexos ao pagamento a Palocci para favorecer a Braskem já vinham sendo apurados na primeira instância. Ele está preso em Curitiba a mando do juiz Sergio Moro.

Alencar e Novis afirmaram que Palocci recebeu repasses de dinheiro da Odebrecht por causa de um ajuste para a edição da medida provisória 252 de 2005, convertida na lei 11.196/05. A lei trata da concessão de benefícios fiscais relativos a crédito presumido de PIS/COFINS para a Braskem.

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