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Palocci cita em delação propina dada a Lula em caixa de uísque

Segundo 'O Globo', ex-ministro relatou repasse feito em Congonhas; em 2017, VEJA revelou que petista admitiu ter entregue dinheiro vivo ao ex-presidente

Por Redação - Atualizado em 18 jan 2019, 21h25 - Publicado em 18 jan 2019, 19h22

Em sua delação premiada firmada com a Polícia Federal, o ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil Antonio Palocci teria relatado que entregou dinheiro em espécie ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dentro do avião presidencial e em caixas de uísque. A informação foi publicada pelo jornal O Globo.

Em setembro de 2017, VEJA revelou que Palocci disse na delação que ele próprio era encarregado de fazer pequenas entregas de propina pessoalmente a Lula. O ex-presidente recebia das mãos do ex-ministro pacotes de 30.000 reais, 40.000 reais e 50.000 reais. Segundo o delator, os pacotes de propina eram usados por Lula para bancar despesas particulares.

De acordo com o jornal O Globo, Palocci disse que “se recorda que levou valores a Lula em Brasília/DF; que levou valores em espécie a Lula em diversas vezes em São Paulo/SP; que já levou valores em espécie para Lula dentro da aeronave presidencial; que era apenas o colaborador a levar pessoalmente recursos a Lula, entregues em suas mãos”.

Questionado pelos investigadores se houve alguma testemunha desse tipo de entrega, Antonio Palocci disse, conforme a publicação, que “em determinada oportunidade levou 50 mil reais em espécies a Lula no Terminal da Aeronáutica em Brasília/DF, durante a campanha de 2010, dentro de uma caixa de celular na frente do motorista do colaborador, cujo nome era Cláudio Gouveia”.

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Em outro trecho, Palocci teria afirmado ainda que “em São Paulo, recorda-se de episódio de quando levou dinheiro em espécie a Lula dentro de caixa de uísque até o Aeroporto de Congonhas, sendo que no caminho até o local recebeu constantes chamadas telefônicas de Lula cobrando a entrega”.

Em outro trecho dos depoimentos, segundo O Globo, Palocci relatou ter questionado Lula sobre o tríplex do Guarujá, que o levou a ser condenado e preso na Lava Jato. “Por que você não pega o dinheiro de uma palestra e paga o seu tríplex?”, teria perguntado o ex-ministro. “Um apartamento na praia não cabe em minha biografia”, teria sido a resposta do ex-presidente.

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