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Paes toma posse e anuncia corte de gastos públicos

Prefeito reeleito também determina implantação de ponto biométrico nas unidades municipais para o controle da frequência de médicos

Por Pâmela Oliveira, do Rio de Janeiro 1 jan 2013, 16h09

O prefeito reeleito do Rio, Eduardo Paes, tomou posse na tarde desta terça-feira anunciando corte de gastos públicos. Paes, que foi reeleito com 64,6% dos votos, decretou que todos os órgãos da administração direta e indireta cortem 10% dos gastos referentes a gratificações. Ele determinou ainda a redução de 15% dos contratos com aluguel de carros – exceto ambulâncias, ônibus e caminhões.

“Todos os governos acumulam gordura e o meu também deve ter acumulado. Portanto, o corte é para que os secretários reflitam sobre o que é realmente necessário”, justificou o prefeito Eduardo Paes, em cerimônia na Câmara de Vereadores.

Segundo o secretário da Casa Civil, Pedro Paulo, a medida já vale para todas as secretarias a partir do próximo vencimento e a economia aos cofres públicos deve girar em torno de 65 milhões de reais por ano. O objetivo, ainda de acordo com Pedro Paulo, é reduzir os gastos da prefeitura em 1,5 bilhão de reais em até um ano e meio.

O diário oficial desta terça-feira publica também que órgãos e entidades devem reavaliar a necessidade de manutenção dos contratos e convênios e estabelece que eles deverão ser renegociados. A redução deve ser de, pelo menos, 10%. Outra mudança é que a partir de agora aditivos contratuais com valor igual ou superior a 1 milhão de reais deverão ser submetidos à aprovação do prefeito.

Médicos – Paes também confirmou a implantação do ponto biométrico nas unidades municipais em 180 dias para controlar a frequência de médicos – anunciada na segunda-feira, e a contratação de 2 mil novos profissionais nos próximos quatro anos. Em entrevista ao site de VEJA em setembro passado, quando ainda era candidato à reeleição, Paes já havia dito que a saúde era o grande desafio do Rio de Janeiro.

“A gente vem promovendo uma grande revolução nessa área. Na atenção básica, saímos de 200 mil cariocas atendidos pelo Programa Saúde da Família e fomos para quase 2,5 milhões. Fizemos quase 70 Clínicas da Família, construímos cinco novos hospitais, contratamos 10 mil profissionais de saúde. Hoje a cidade tem quase 40 Unidades de Pronto-Atendimento (UPA). Dobrei o orçamento de saúde. Se perguntar: ‘Está bom?’. Claro que não.”, disse, na ocasião.

No discurso de posse desta terça, no Palácio da Cidade, Paes voltou a afirmar que a saúde é sua prioridade, assim como educação. “A saúde continua sendo o maior desafio do Rio. A educação é um desafio enorme, mas que eu vejo com tranquilidade. A saúde é mais difícil, porque é um investimento caro e depende muito dos outros municípios”, destacou, referindo-se à migração de pacientes de outras cidades.

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Cabral – Durante sua fala, Paes comentou sobre a proximidade com o governador Sergio Cabral. Disse que os dois conversam diariamente por telefone e brincou que, se o conteúdo dos diálogos vir à tona pode trazer problemas para ambos. “A quantidade decisões e soluções (que tomamos), ninguém faz ideia. As pessoas certamente têm muito registro de nossas conversas. E espero que exista alguma censura, porque senão estamos ferrados. Não resistirá absolutamente nada de nossas vidas se essas conversas forem vazadas”, disse

Antes do fim da solenidade de posse – que terminou com a apresentação da Velha Guarda da Portela – o prefeito reiterou que seu candidato para o governo do estado em 2014 é o vice-governador Luiz Fernando Pezão. Ele já havia feito a mesma declaração em outubro, logo após ser reeleito para um novo mandato de quatro anos.

Câmara – Mais cedo, na primeira sessão do ano, a Câmara do Rio elegeu a Mesa Diretora, após a posse dos vereadores. O presidente eleito foi Jorge Felippe (PMDB), que concorria em chapa única, o primeiro vice-presidente, Luiz Carlos Ramos (PSDC), e o segundo, Leonel Brizola Neto (PDT).

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