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Padilha quer aliança com Maluf e mensaleiro em SP

Candidato ao governo de São Paulo, ex-ministro da Saúde afirma que buscará o apoio de PP e PR e que "não 'fulaniza' a política"

Pré-candidato ao governo de São Paulo, o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT) disse nesta terça-feira que buscará o apoio do PP, comandado pelo deputado Paulo Maluf em São Paulo, e do PR, do ex-deputado mensaleiro Valdemar Costa Neto. Os dois partidos apoiam o governador Geraldo Alckmin (PSDB) na Assembleia Legislativa do Estado e o governo Dilma Rousseff no plano federal.

“Vamos construir uma candidatura mais ampla, a aliança mais ampla que o PT já teve em São Paulo. Quero aliança com PP e com PR. Nós queremos tirar esses partidos da base do Alckmin”, disse o petista durante sabatina do jornal Folha de S.Paulo, UOL, SBT e rádio Jovem Pan.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumprimenta o deputado federal Paulo Maluf, durante anúncio de apoio do PP à candidatura de Fernando Haddad a prefeito de São Paulo O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumprimenta o deputado federal Paulo Maluf, durante anúncio de apoio do PP à candidatura de Fernando Haddad a prefeito de São Paulo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumprimenta o deputado federal Paulo Maluf, durante anúncio de apoio do PP à candidatura de Fernando Haddad a prefeito de São Paulo (/)

Questionado por jornalistas se tiraria fotos ao lado de Maluf, como fez o prefeito da capital paulista, Fernando Haddad (PT), em 2012, Padilha esquivou-se e disse que “não ‘fulaniza’ a política”: Vocês [a imprensa] vão mostrar [Maluf e Costa Neto ao meu lado]”.

Procurado pela Interpol e condenado por superfaturamento de obras quando era prefeito da capital paulista, Maluf mantém o controle do diretório paulista do PP. Mesmo preso em Brasília, onde cumpre pena de sete anos e dez meses por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no mensalão, Valdemar Costa Neto é o principal líder do PR estadual.

A intenção do comando da campanha de Padilha é formar uma aliança que ajude o PT a superar a barreira do interior do Estado, que tradicionalmente rejeita o PT. “Faço questão de dialogar com quem não pensa igual ao PT”, disse Padilha.