Pablo Marçal admite erro em declaração de patrimônio bilionário à Justiça Eleitoral
Empresário, que está inelegível, informou em registro de candidatura à Presidência ter 7,4 bilhões de reais em bens
A equipe de Pablo Marçal admite que houve erro na declaração de patrimônio dele à Justiça Eleitoral. Ao registrar a candidatura à Presidência da República, o empresário afirmou ter 7,4 bilhões de reais em bens — a campanha ainda não disse qual seria o valor correto.
Já havia sinais de que a declaração não estava correta: ele disse ter um terreno estimado em 490 milhões na alameda Birmânia, em Santana de Parnaíba, na região metropolitana da capital. Quando concorreu à Prefeitura de São Paulo em 2024, ele disse ter um terreno no bairro Tamboré Residencial Dois, onde fica a tal alameda Birmânia, estimado em 4,9 milhões de reais. Embora não seja possível afirmar que é o mesmo imóvel, a mudança sugere erro de digitação.
Na eleição para a prefeitura paulistana, Marçal havia declarado ter 169,5 milhões de reais em bens. Se o patrimônio de 7,4 bilhões de reais fosse verdadeiro, representaria um enriquecimento de 4. 276% nesse período de dois anos.
De acordo com o Código Eleitoral, fazer declaração falsa para fins eleitorais em documento público é crime punível com até cinco anos de prisão, além do pagamento de multa. A reportagem questionou a equipe e o candidato sobre qual é o valor real e quando farão a retificação, mas não houve resposta até o momento.
Outros enroscos de Pablo Marçal
O influencer registrou a candidatura na noite deste sábado, 15, limite do prazo, depois de conseguir uma liminar na Justiça permitindo que ele migrasse do União Brasil para o PRTB — partido pelo qual concorreu em 2024. De acordo com a legislação, os candidatos tinham até 4 de abril para se filiarem às siglas pelas quais concorreriam. O PRTB alegou que Marçal solicitou a filiação nesta data, mas um problema técnico impediu que o pedido fosse registrado no sistema do TSE por quatro meses. O caso ainda será julgado.
Além disso, Marçal está inelegível até 2032 por condenações de abuso de poder econômico na eleição de 2024. À época, ele prometeu pagamentos a apoiadores por compartilharem vídeos dele nas redes sociais. Ele também divulgou acusação falsa contra seu adversário Guilherme Boulos (PSOL) às vésperas da votação e cobrou por declarações de apoio a vereadores –todas condutas vedadas pela legislação.







