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Por segurança, operação que repatriou diamantes de Cabral foi sigilosa

O pequeno tesouro em ouro e pedras preciosas acumulado por meio de propinas estava na Suíça e é avaliado em mais de 20 milhões de reais

Por Roberta Paduan - Atualizado em 6 mar 2020, 14h19 - Publicado em 6 mar 2020, 13h27

As 27 pedras de diamantes e 4,5 quilos de ouro que pertenciam ao ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral chegaram nesta sexta-feira, 6, ao Brasil. O pequeno tesouro acumulado por meio de propinas estava na Suíça e é avaliado em mais de 20 milhões de reais, segundo peritos consultados pela força tarefa da Lava Jato fluminense.

Os procuradores do Ministério Público Federal (MPF) embarcaram para Genebra na última terça-feira, 3, onde receberam as pedras preciosas e barras de ouro. Por uma questão de segurança, a operação foi mantida em sigilo e contou com escolta policial até a entrega do material à instituição bancária que custodiará o material.

A existência e a localização dos diamantes e do ouro foram reveladas pelos irmãos Marcelo e Renato Chebar. Os dois eram responsáveis por ocultar os bens de Cabral no exterior. Além do ouro e diamantes, administravam mais de 100 milhões de dólares depositado em contas de laranjas fora do Brasil.

A dupla firmou acordo de colaboração premiada com o MPF e já havia devolvido o dinheiro em março de 2017. O valor foi utilizado pelo governo estadual para pagamento de 13º salário de aposentados e pensionistas.

O material foi recuperado por uma operação que envolveu o MPF e a Secretária de Cooperação Internacional (SCI). O procedimento contou com o apoio da Polícia e da Receita Federal brasileiras, além do Ministério Público suíço e da embaixada italiana. Os objetos ficarão à disposição da Justiça.

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