Clique e Assine VEJA por R$ 9,90/mês
Continua após publicidade

Os recados do Centrão para Paulo Guedes

Ministro da Economia segue sendo cobrado por cargos prometidos aos parlamentares

Por Letícia Casado 24 out 2021, 11h56

O aumento da pressão do Centrão sobre o ministro da Economia, Paulo Guedes, que resultou na debandada de parte da equipe econômica na última quinta-feira ainda não foi o suficiente para apaziguar os ânimos da classe política. A abertura de espaço fiscal para emendas parlamentares era a principal demanda do grupo do presidente da Câmara, Arthur Lira, mas ainda está na mesa a cobrança pela nomeação de cargos-chave no governo, como a chefia da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Guedes foi convocado para participar de reunião da Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados no dia 10 de novembro. É este o prazo para o ministro se acertar com Lira. Deputados afirmam que, até lá, o presidente da Câmara “vai dar o tom” do depoimento; se Lira estiver em paz com Guedes, os parlamentares devem estar menos agressivos nos questionamentos. Os congressistas não descartam que a audiência seja cancelada, caso a paz seja instalada. 

O presidente da Câmara tem repetido a colegas que entregou o que Guedes pediu, como privatização dos Correios, reforma do imposto de renda e MP da Eletrobras, mas que o ministro da Economia tem atrasado as nomeações para cargos já combinados. 

“Sei que o presidente não pediu isso, porque acredito que ele confia em mim e eu confio nele, mas sei que muita gente da ala politica andou oferecendo nome e fazendo pescaria”, disse Guedes nesta sexta-feira, 22, em pronunciamento ao lado do presidente Jair Bolsonaro, no qual desmentiu boatos sobre eventual demissão.  

Continua após a publicidade

Deputados governistas têm dito que a insatisfação com Guedes cresceu ao longo do ano por causa da dificuldade do ministro em encontrar uma solução para estimular a economia e implementar o Auxílio Brasil sem reduzir as emendas parlamentares, que, destinadas às bases, financiam projetos e impulsionam as campanhas de 2022. 

“O entorno político do Bolsonaro de hoje, que é o Centrão, percebe que eleitoralmente a última boia de salvação do presidente, que é essa questão do Auxilio Brasil. E é um entorno que tradicionalmente não tem compromisso com responsabilidade fiscal, então vão fazer qualquer estripulia que garanta isso”, diz o deputado Marcelo Ramos (PL-AM), vice-presidente da Câmara. “A conta que eles não estão fazendo é o custo econômico. O reajuste, nos termos em que o governo está colocando, vai ser engolido por inflação, juros, câmbio. E vai afundar o país em recessão profunda no ano que vem, em ano eleitoral.”

No começo do ano Guedes protagonizou embate com o ministro Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) justamente por causa do aumento da verba destinada às emendas parlamentares no Orçamento. 

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de 9,90/mês*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de 49,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$118,80, equivalente a 9,90/mês.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.