Os desafios do governador Mateus Simões para tentar se reeleger em Minas Gerais
Candidato prega a continuidade da administração Zema, mas tem baixa pontuação nas pesquisas e coligação fraca
O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), oficializou hoje sua candidatura à reeleição, durante convenção estadual realizada na Assembleia Legislativa do estado. A convenção teve a presença do ex-governador e candidato à Presidência Romeu Zema (Novo), de quem Simões foi vice-governador, e do senador Carlos Viana (PSD), que tenta a reeleição.
Em seu discurso, Simões pregou a continuidade da administração Zema, focada no controle nas finanças do estado. “A mudança que Minas precisava já aconteceu, nós tiramos o estado da pior crise da sua história, colocamos as contas em ordem, investimos nas pessoas e mostramos que é possível dizer não à velha política e sim aos mineiros”, disse Simões.
O candidato pediu um voto de confiança dos eleitores mineiros e alertou para o risco da volta ao passado, quando o estado enfrentou desarranjo na administração. “Minas voltou a ser o Estado do sim: sim para a educação, para a saúde, para a segurança, para o emprego e para o respeito ao dinheiro público. Agora é hora de seguir em frente, porque voltar ao passado não é uma opção”, disse Simões.
O cenário político não está fácil para o candidato de Zema vencer o pleito. Pesquisa da Real Time Big Data divulgada nesta 5ª feira, dia 30 de julho, apontou o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) como líder isolado nas intenções de voto para o governo. Em um dos quatro cenários testados, Cleitinho tem 36%; Alexandre Kalil (PDT) pontua 15%; Patrus Ananias (PT) tem 14% e Mateus Simões aparece com 10%.
Cleitinho tinha dúvidas de que concorreria ao governo de Minas e chegou a ser dado como carta fora do baralho pelo presidente do Republicanos, Marcos Pereira, que demonstrou irritação com a indecisão do senador. Agora, o partido dá sinais de que deverá oficializar esta semana o nome do correligionário para as urnas. Cleitinho insiste que será mesmo candidato, o que embaralha ainda mais o cenário em Minas.
Além da baixa pontuação nas pesquisas e a preferência do eleitor por Cleitinho, o governador Simões enfrenta uma eleição com uma coligação desidratada. O PSD faz coligação com o Avante e a nanica Democracia Cristã. Simões tentou coligação com a federação PP-União Brasil, formando uma chapa de peso, mas o ex-secretário Marcelo Aro (PP), que disputaria o Senado, comunicou não estará junto com o ex-aliado e agora é também candidato ao governo do estado.
O PT, que tornou-se um partido “radioativo” em Minas, em função da desastrosa gestão e dos escândalos de corrupção na gestão Fernando Pimentel, lançou o nome do deputado federal Patrus Ananias para disputar o governo. Patrus resistia em se lançar nessa aventura, mas foi convencido a se tornar candidato após conversa com o presidente Lula, que não tinha um palanque no segundo maior colégio eleitoral do país.







