Dia do Cliente VEJA: 4 revistas impressas a partir de R$ 32,90/mês. Assine agora!

Os bastidores da reunião de Nunes Marques com os institutos de pesquisas no TSE

Ministro sugeriu criação de selo de qualidade para institutos que mais se aproximarem dos resultados das urnas, mas iniciativa foi criticada na reunião

Por Isabella Alonso Panho Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 jul 2026, 18h31 | Atualizado em 14 jul 2026, 18h52
Os bastidores da reunião de Nunes Marques com os institutos de pesquisas no TSE Priorizar nos meus resultados Google

O ministro presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, esteve reunido na manhã desta terça-feira, 14, com representantes dos institutos de pesquisa e apresentou, por meio de uma minuta, a proposta de criar um “selo” para premiar as empresas cujas pesquisas chegarem mais próximas dos resultados mostrados pelas urnas. A ideia, no entanto, repercutiu mal no meio e foi lida como um gesto “insuficiente”.

Desde que concedeu uma liminar para suspender a circulação da pesquisa AtlasIntel que expunha o áudio em que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pedia dinheiro a Daniel Vorcaro, ficou um “mal-estar” entre o ministro e os institutos de pesquisa. A decisão foi dada semanas depois da publicação dos números, apesar de a campanha de Flávio ter protocolado a ação antes do levantamento ser publicado. Além de não ajudar a campanha de Flávio (pois a pesquisa já havia circulado à exaustão), Nunes Marques abriu um precedente que preocupou o setor de pesquisas. O ministro suspendeu o levantamento questionando expressamente a metodologia da Atlas, o que repercutiu no meio como uma interferência excessiva.

A reunião desta terça foi um gesto de aproximação e poderia justamente contrabalancear o clima negativo. No entanto, representantes dos institutos de pesquisa avaliaram como “insuficiente” o gesto e questionam se o método proposto para o selo não pode, no final das contas, prejudicar os institutos. A ideia é criar o “Selo Acurácia Eleitoral”, que vai ser distribuído a cada quatro anos, depois do segundo turno das eleições federais, para os institutos de pesquisa que apresentarem levantamentos mais próximos do resultado apontado pelas urnas. O selo é “honorífico”, ou seja, é uma benesse de caráter simbólico, que não significa que a Justiça Eleitoral chancela a metodologia dos institutos de pesquisa e também não os blinda de ações ou questionamentos judiciais.

Na reunião desta manhã, cada instituto pode falar por alguns minutos e terá até sexta-feira, 17, para enviar ao TSE suas considerações. Depois disso, Nunes Marques poderá por o texto sob análise dos pares. Algumas entidades já expressaram na própria reunião a insatisfação com a proposta. O principal argumento é o de que as pesquisas eleitorais são uma espécie de “fotografia” do momento, e não uma previsão do que irá acontecer. Há vários acontecimentos imprevisíveis (como o próprio áudio entre Flávio e Vorcaro, por exemplo) que podem alterar completamente a cena.

Continua após a publicidade

A Associação Brasileiras das Empresas de Pesquisa (Abep), que representa uma fatia do setor, divulgou uma nota pública criticando a proposta. “A proposta cria um incentivo perverso. Institutos sem rigor metodológico poderão simplesmente acompanhar as pesquisas dos institutos sérios e, na reta final da campanha, ajustar seus números para convergir ao consenso. Como o TSE distinguirá quem produziu informação científica de quem apenas copiou ou seguiu a tendência?”, diz trecho da nota.

Lula x Flávio: os eleitores que devem decidir a disputa

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em amarelo e branco: O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com banner e produtos. Ao lado, um ícone de árvore verde-claraMão segurando um smartphone com tela exibindo um aplicativo de notícias e produtos. À esquerda, texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. Fundo verde escuro com ícone de árvore à direita
ECONOMIZE ATÉ 76% OFF

Digital Essencial

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 5,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Premium (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 32,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).