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Organizadora de grupo contra Bolsonaro é agredida no Rio de Janeiro

Mulher relatou que autores se identificaram como apoiadores do presidenciável do PSL

Por Estadão Conteúdo - Atualizado em 25 set 2018, 21h58 - Publicado em 25 set 2018, 17h34

Uma das administradoras do grupo de Facebook Mulheres Unidas Contra Bolsonaro foi agredida na noite de segunda-feira (24), quando chegava em casa, na Ilha do Governador, zona norte do Rio de Janeiro, por dois homens ainda não identificados.

O grupo, que já reúne cerca de 3 milhões de usuárias, foi hackeado e derrubado diversas vezes desde que foi criado, há aproximadamente um mês.

Homens que se identificaram como partidários do candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, foram apontados como os responsáveis. Várias mulheres do grupo foram agredidas verbalmente e receberam ameaças via internet.

Identificada apenas como Maria por razões de segurança, a administradora do grupo conta que, quando chegou em casa, dois homens a aguardavam praticamente na porta. Um deles acertou um soco em seu olho e, o segundo, uma coronhada em sua cabeça, com uma arma. Um deles pegou seu celular e os dois correram até um táxi, que os esperava a cerca de um quarteirão de distância. A bolsa e outros pertences não foram levados.

Ela foi atendida no Hospital Municipal Evandro Freire, na Ilha do Governador. Maria fez o registro de ocorrência na 37ª Delegacia de Polícia e um exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal. Maria trabalha como coordenadora da campanha do candidato a deputado estadual pelo PSOL, Sérgio Ricardo Verde. Ela conta que já foi xingada e ameaçada pela internet, mas que não tem como afirmar quem eram os agressores.
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