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Oposição pede CPI das ciclovias em São Paulo

Vereador Andrea Matarazzo (PSDB) conseguiu recolher quatro assinaturas a mais do que o necessário para protocolar pedido de abertura da comissão

A bancada do PSDB na Câmara Municipal de São Paulo protocolou nesta terça-feira pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o gasto da gestão Fernando Haddad (PT) na implantação de ciclovias pela cidade. O requerimento foi apresentado pelo líder do PSDB e potencial candidato à prefeitura em 2016, Andrea Matarazzo, que conseguiu 23 assinaturas – quatro a mais do que o mínimo necessário – para protocolar a solicitação.

Para ser instaurada, a CPI precisa ser aprovada em plenário. Como há uma fila de comissões a serem votadas, é necessário haver uma negociação entre os líderes das bancadas para que o tema seja pautado. O Regimento da Câmara prevê a realização de apenas duas CPIs ao mesmo tempo. No momento, estão em funcionamento as comissões que investigam os contratos da Sabesp com a cidade de São Paulo e a que apura a existência de áreas contaminadas na capital, como o do campus leste da Universidade de São Paulo (USP). Se aprovada, a CPI será formada por nove membros e deve durar 120 dias corridos.

Reportagem de VEJA São Paulo desta semana mostrou que o preço de cada quilômetro instalado na capital paulista custa, em média, 650.000 reais, três vezes mais do que o anunciado pela prefeitura e superior a obras semelhantes em outros países. Em discurso no plenário, Matarazzo argumentou que há uma série de pontos em relação às ciclovias que “precisam ser esclarecidos”, entre eles os contratos dos projetos, obstáculos nos trajetos, qualidade da tinta, e viabilidade e eficácia das rotas. “É preciso esclarecer diversos aspectos da implantação da ciclovia. Por exemplo: foi feita pesquisa de origem e destino na cidade?”, indagou o vereador.

O Tribunal de Contas do Município detectou uma série de irregularidades na construção das ciclovias. Com base em um relatório finalizado em janeiro deste ano, o TCM concluiu que há problemas no modo de contratação das empresas responsáveis pela obra e ausência de análise sobre o impacto do trânsito nas vias.

Além da bancada do PSDB, que é formada por dez vereadores, parlamentares do PV, PSD, PTB e PSOL também foram signatários do pedido de abertura da CPI.