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Oposição no Rio parte para o tudo ou nada em debate da Globo

Marcelo Freixo e Rodrigo Maia devem repetir estratégia de ataques a Eduardo Paes. Formato adotado pela emissora permite mais embates diretos entre os candidatos

Por Cecília Ritto 4 out 2012, 20h37

Para os candidatos de oposição no Rio de Janeiro, o debate da noite desta quinta-feira, na Rede Globo, é a última chance de empurrar a decisão da eleição na capital para o segundo turno. Marcelo Freixo, do PSOL, Otávio Leite, do PSDB, Rodrigo Maia, do DEM, Aspásia Camargo, do PV, e Eduardo Paes, do PMDB, já se enfrentaram diante das câmeras em três oportunidades – todas, no entanto, com baixos índices de audiência. Na emissora líder, a repercussão tende a ser amplificada – afinal, os postulantes ao Palácio da Cidade vão ocupar a tela logo após a novela ‘Gabriela’, e ocupará na grade o espaço que era de ‘A Grande Família’ e ‘Amor & Sexo’.

O formato adotado pela Globo permite mais tempo de confronto entre os candidatos. Dessa vez, os cinco terão quatro blocos de embate – sendo dois de tema livre e outros dois com assuntos sorteados pela emissora. O último servirá para as considerações finais.

Nos debates realizados pela Band, RedeTV e Record, Freixo não foi sorteado para perguntar a Eduardo Paes. No primeiro encontro entre os cinco candidatos, em agosto, na Band, Maia deixou para o deputado do PSOL a chance de Freixo chamar Paes para o confronto direto. Agora, Freixo espera que, com mais perguntas entre os candidatos, a sorte sopre para o seu lado. Paes costuma escolher Aspásia para fazer suas perguntas. A candidata tem se mostrado menos combativa. Às vezes se perde com o cronômetro e acaba falando mais do que o tempo permitido ou deixando segundos preciosos irem embora sem que ela diga nada. Nesta quinta, Aspásia participou de um treinamento de mídia e estudou temas para a noite.

Levar para o segundo turno a decisão no Rio é uma tarefa quase impossível, se consideradas as pesquisas de intenção de voto. Paes está com 57%, segundo o Datafolha, e venceria com folga no primeiro. Freixo aparece com 20% na pesquisa, mas, sem outro candidato que possa ajudar a levar a disputa para além do dia 7 de outubro, não consegue transformar o cenário político sem que outro nome da oposição ganhe mais destaque. Rodrigo e Aspásia estão apenas com 2% das intenções de voto e Otávio com 3%.

“Sou professor de História, adoro debates. Participei de conferências a minha vida toda. Conversar, trocar ideias, por mais que exista uma disputa, é um bom ritual. O primeiro debate foi o pior porque não havia participado antes. Esse agora é o quarto. Desde então, participo de vários debates por dia”, afirma Freixo, que, ao lado de Rodrigo Maia, tem sido o mais crítico à gestão de Paes.

Para Freixo, o tema central da discussão será a ética na política, o que dá brecha para criticar a formação da coligação de 20 partidos de Paes. O Radar On-line mostrou um vídeo no qual o presidente do PTN do Rio, Jorge Sanfins Esch, assume ter apoiado Paes após a promessa de receber 1 milhão de reais. “É inevitável que isso apareça esta noite. Ficamos sabendo disso esta semana. Eu ainda não tive a chance de questionar o Paes”, afirmou Frexo.

Otávio Leite teve duas oportunidades de perguntar a Paes no debate da Record. Acabou fugindo do tema da noite, que era o vídeo do PTN. “Estou tranquilo. Hoje faço recapitulação das propostas. É uma oportunidade para as pessoas tirarem suas dúvidas”, disse o tucano.

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