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Operação na Alerj: deputado Rafael Nobre é denunciado por esquema de fraude em licitações

Além dele, vereador Magrão Nobre e oito pessoas são acusadas de organização criminosa, fraude em licitações, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 jul 2026, 08h45
Operação na Alerj: deputado Rafael Nobre é denunciado por esquema de fraude em licitações Priorizar nos meus resultados Google

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou o deputado estadual Rafael Nobre (União Brasil), o vereador Julio Ricardo dos Santos Henriques, o Magrão Nobre (União Brasil), e outras oito pessoas por um esquema de fraude em licitações. São cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, inclusive no gabinete do deputado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e na Câmara Municipal de São João de Meriti, onde Magrão cumpre mandato.

Os mandados foram expedidos pelo Tribunal de Justiça do Rio a pedido do MPRJ, por meio do procurador-geral de Justiça do Estado do Rio, Antônio José Campos Moreiro. Eles são acusados dos crimes de organização criminosa, fraude em licitações, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Até o momento, os agentes apreenderam R$ 21 mil em espécie na casa do deputado e R$ 45 mil na do vereador.

As investigações apontaram que Rafael e Magrão atuavam como controladores ocultos em um grupo de empresas, através de “sócios laranjas”, para fraudar licitações e desviar recursos públicos a partir de contratos estabelecidos com as prefeituras de Magé e Japeri, ambas na Baixada Fluminense.

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Segundo o MPRJ, as empresas Nutrifoods Refeições, Inovar Comércio, King Food Alimentos e J&G Restaurante eram usadas como parte do esquema. Por meio delas, os dois parlamentares firmaram cerca de 45 contratos, estimados em R$ 357,9 milhões, para o fornecimento de alimentação para hospitais, escolas e secretarias municipais. A denúncia mira apenas três dos acordos.

Movimentações financeiras, aponta a denúncia, tentavam ocultar a origem dos recursos. O período investigado parte de 2017, quando Rafael ainda era vereador em Nilópolis. O MPRJ pediu a condenação dos alvos, a perda dos mandatos parlamentares e o ressarcimento mínimo de R$ 357,9 milhões aos cofres públicos.

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