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Operação da PF investiga candidaturas laranjas em Roraima

A Polícia Federal identificou candidatas que, apesar dos recursos recebidos, obtiveram um número irrisório de votos

Por Da Redação Atualizado em 11 dez 2019, 12h47 - Publicado em 11 dez 2019, 12h05

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 11, a Operação Títeres para apurar desvios de recursos do fundo eleitoral durante as eleições de 2018 com o uso de candidatas laranjas em Roraima. Segundo a PF, os recursos seriam destinados a candidatos que efetivamente disputariam o pleito, ao pagamento de empresas de fachada ou por serviços não executados durante a campanha.

De acordo com a PF, as investigações começaram após a constatação de que um partido (cujo nome não foi divulgado pelas autoridades) obteve um “custo de voto” vinte vezes superior à média nacional. Este cálculo leva em conta o número de votos obtidos pelos candidatos e o quanto eles consumiram durante o pleito. A PF identificou candidatas que, apesar dos recursos recebidos, obtiveram um número irrisório de votos.

“Apesar das candidatas investigadas serem de um partido político, a maior parte dos recursos destinados a elas seria oriunda de outro partido que participava de mesma coligação à época”, afirma a PF. O órgão também indica que a autorização para uso do fundo dependia da presidência estadual dos partidos, bem como a escolha de candidatos e aprovação de suas prestações de contas.

A 1ª Zona Eleitoral de Roraima expediu seis mandados de busca e apreensão em Boa Vista. Os principais crimes investigados são participação em associação criminosa, a falsidade ideológica eleitoral e a apropriação de valores do financiamento eleitoral, crimes cujas penas, somadas, podem chegar a 14 anos.

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