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Odebrecht tirou funcionários do alcance das autoridades, diz procurador da Lava Jato

Empreiteira tem patrocinado viagens de investigados para o exterior como estratégia para interferir nas investigações

Por Da Redação 22 fev 2016, 12h58

O procurador da força tarefa da Lava Jato Carlos Fernando Lima afirmou que há indícios fortes de que o grupo Odebrecht tem retirado do Brasil funcionários investigados para deixá-los longe do alcance das autoridades. A Operação Acarajé, deflagrada nesta segunda-feira, tinha como alvo três executivos da Odebrecht que não foram presos por estarem no exterior. Os investigadores afirmaram que a empresa tem patrocinado a transferência deles para fora.

“Há indícios de que essa empresa vem sistematicamente retirando eles do alcance das autoridades brasileira”, disse o procurador, em entrevista coletiva. Segundo ele, isso ocorreu logo após a deflagração da operação Erga Omnes, em junho do ano passado, que resultou na prisão do então presidente da empresa Marcelo Odebrecht. O delegado da PF Igor Romário de Paula corroborou a tese, dizendo que se trata de uma “estratégia” da empresa para “blindar os funcionários”.

Lima também revelou que foi feito um novo pedido de prisão contra Marcelo Odebrecht, que foi indeferido pelo juiz Sergio Moro. Segundo a procuradoria, com o aval do ex-presidente, que está preso desde junho, a companhia tem tentado obstruir as investigações da Lava Jato. De qualquer maneira, o executivo foi levado nesta segunda-feira à Superintendência da PF – ele estava no Complexo Médico Penal – para prestar novos esclarecimentos sobre o seu envolvimento no petrolão.

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