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OAB: Temer está perto de ‘perder condições’ de ficar no cargo

Ordem vai protocolar pedido no STF e buscar reunião com ministro Edson Fachin para que as gravações da JBS se tornem públicas

Por Da Redação - 18 maio 2017, 09h54

Em nota enviada à imprensa na manhã desta quinta-feira, o presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia, afirmou que o presidente Michel Temer (PMDB) está prestes à “perder as condições” de permanecer à frente do Palácio do Planalto. Na avaliação de Lamachia, se forem confirmadas as gravações do empresário Joesley Batista, em que Temer dá aval para a compra do sigilo do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ele terá dificuldades de seguir no cargo.

A OAB anunciou que deve se reunir com o ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), para pedir o fim do sigilo das gravações da delação de Joesley e da JBS. Ontem, quando foram divulgadas as informações, Lamachia afirmou que eram “estarrecedores, repugnantes e gravíssimos os fatos noticiados”.

Na avaliação do presidente da OAB, “a sociedade precisa de respostas e esclarecimentos imediatos. As cidadãs e cidadãos brasileiros não suportam mais conviver com dúvidas a respeito de seus representantes”. “Por isso, as gravações citadas precisam ser tornadas públicas, na íntegra, o mais rapidamente possível”, concluiu.

Impeachment

Logo após a divulgação do conteúdo da colaboração do empresário, foram protocolados, pelos deputados Alessandro Molon (Rede-RJ) e JHC (PSB-AL), dois pedidos de impeachment contra o presidente Michel Temer. Ele ainda enfrenta um processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em que é acusado, junto com a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), de abuso de poder econômico nas eleições de 2014.

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A Constituição prevê que, caso a Presidência da República fique vaga na segunda metade do mandato, o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), assuma interinamente e convoque eleições indiretas em até 30 dias.

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