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O recuo petista e o alívio no Conselho de Ética

Por Da Redação - 2 dez 2015, 16h11

Um sentimento de alívio tomou conta dos adversários do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com a decisão do PT de defender a continuidade do processo que pode levar o peemedebista à cassação. A avaliação é a de que a estratégia dos aliados de Cunha emplacada na sessão de terça-feira para protelar ao máximo a sessão foi equivocada: na terça-feira, os petistas garantiriam os votos para salvar Cunha e enterrariam o processo já na admissibilidade. Agora, pressionados pelo presidente petista Rui Falcão, por metade da bancada e pela opinião pública, os petistas não teriam outra saída a não ser anunciar voto contrário ao presidente da Câmara. Conforme aliados, o presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PSD-BA), chegou a aceitar esticar o tempo dos oradores para 15 minutos – pelo regimento o prazo é de 10 minutos – para permitir que a sessão se arrastasse por longas horas e fosse atropelada pela ordem do dia em plenário. Estava certo de que o caso Cunha seria arquivado nesta terça se fosse colocado em voto. “Há um espaço de tempo de até terça-feira e muita coisa pode acontecer e pode mudar com todo tipo de pressão que está sendo esperado. A carga de emoção vai ser altíssima”, resume o deputado Betinho Gomes (PSDB-PE). (Marcela Mattos, de Brasília)

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