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O pito de Lula no MST: “Quatro anos que nem gatinho”

Lula não abandonou a bandeira da reforma agrária, mas está irritado com as últimas invasões do movimento em terras produtivas

Por Hugo Marques, Leonardo Caldas
Atualizado em 25 mar 2023, 13h48 - Publicado em 25 mar 2023, 13h37

Logo depois das eleições, representantes do MST e do PT se reuniram e acertaram um acordo. Pelo menos nos seis primeiros meses de governo, não haveria invasão de fazendas, manifestações ou qualquer coisa que pudesse gerar algum tipo de instabilidade. O pacto não durou muito. No final de fevereiro, o MST invadiu três propriedades da empresa de celulose Suzano, na Bahia, todas em plena produção. Os sem-terra destruíram plantios e só deixaram as áreas após ação de reintegração de posse que a empresa apresentou na Justiça.

A invasão tirou o presidente Lula do sério: “Isso não tem cabimento. Mete a marreta nesse povo”, disse ele, diante de um grupo de auxiliares, entre eles, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. Depois do desabafo, o petista avisou que iria chamar João Paulo Rodrigues, um dos líderes do MST, para uma reunião em Brasília: “Vou dizer pra ele o seguinte: ‘Cara, você ficou quatro anos que nem um gatinho, quietinho, sem miar. Agora, mal começou o nosso governo e vocês vêm com essa bandalheira’…”.

A bronca, no entanto, não adiantou. No último dia 8, indígenas guarani-kaiowá invadiram uma fazenda no município de Rio Brilhante (MS), que produz soja e milho. A invasão contou com o apoio do MST. A ação, além dos questionamentos de sempre, provocou um desentendimento entre os petistas do Estado, como mostra uma reportagem de VEJA publicada em sua última edição impressa.

A fazenda pertence à família do fundador do PT e presidente do diretório do partido em Rio Brilhante, o agrônomo José Raul das Neves Júnior, o Raulzinho, que já foi candidato a prefeito e a vereador pelo Partido dos Trabalhadores e sempre fez campanhas para Lula. O resultado é que o PT do Estado foi rachado ao meio e sobraram farpas até para a relação de Lula com o MST nacional, que participou ativamente de sua campanha política, criando ‘comitês populares de luta’ por todo o país.

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O MST sempre foi considerado uma espécie de braço armado do PT. Em seus dois primeiros mandatos, Lula costumava usar sua ascendência sobre o movimento para conquistar a confiança, ganhar o apoio para conquistar a confiança, ganhar o apoio e tranquilizar os ruralistas que se sentiam ameaçados. “Pode deixar que eu tomo conta deles”, costumava repetir sempre aos interlocutores preocupados com as invasões de terra. A relação hoje está estremecida.

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