O paradeiro do ministro Gilmar Mendes, decano do STF, durante crise na Corte
Ministro, que foi o primeiro a contestar decisão de Mendonça contra diretor da PF, participa de evento acadêmico na Itália
Enquanto o caso do Banco Master divide o Supremo Tribunal Federal no que é considerada a maior crise da história da Corte, seu ministro mais antigo, Gilmar Mendes, está fora do país.
Nesta sexta-feira, 11, em que André Mendonça levantou o sigilo dos processos relacionados à instituição de Daniel Vorcaro, tornando públicas a fuga premeditada pelo banqueiro e a investigação mirando Flávio Bolsonaro (PL) por lavagem de dinheiro, Gilmar participou de uma conferência em Turim, na Itália.
Ele compartilhou uma foto do evento nas redes sociais. “Estive hoje na Università di Torino, onde proferi a conferência ‘A Circulação da Doutrina na Jurisprudência Constitucional: a Experiência do Supremo Tribunal Federal'”, escreveu ele na legenda.
De acordo com a coluna de Lauro Jardim no jornal O Globo, na última terça-feira, 8, quando André Mendonça afastou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, do comando da instituição, Gilmar estava em um casamento, também na Itália, na margem do Lago Como.
Quando Mendonça tomou a decisão de afastar do cargo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, na semana passada, e o caso foi submetido à Segunda Turma, Gilmar pediu vista — ou seja, mais tempo para análise. O afastamento foi depois revisto pelo presidente da Corte, Edson Fachin.
No pedido de vista, Gilmar foi o primeiro a contestar a decisão de Mendonça, colocando em dúvida se o magistrado tinha competência para promover o afastamento do diretor-geral da PF, que escalou a crise dentro do Supremo.





