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O novo corte bilionário de Ricardo Couto no governo do estado do Rio de Janeiro

Desembargador suspendeu Programa Sentinela, lançado pelo ex-governador Cláudio Castro (PL)

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 jul 2026, 09h41 | Atualizado em 10 jul 2026, 11h08
O novo corte bilionário de Ricardo Couto no governo do estado do Rio de Janeiro Priorizar nos meus resultados Google

O desembargador Ricardo Couto, governador em exercício no Rio de Janeiro, fez um novo corte como parte do processo de revisão de programas e despesas públicas: suspendeu o Programa Sentinela, lançado pelo ex-governador Cláudio Castro (PL), com custo estimado de R$ 2 bilhões. A iniciativa previa a instalação de 200 mil câmeras em todo o estado. O decreto foi publicado no Diário Oficial nesta quinta-feira, 9.

Em nota, o governo do estado afirmou que a decisão tem como objetivo “cortar gastos considerados muito altos e adequar as iniciativas às prioridades da administração pública”. Em entrevista a VEJA no final de junho, Couto afirmou que o governo Castro havia previsto despesas muito acima das receitas e que havia pedido ao Tribunal de Contas do Estado para avaliar os gastos, como a compra de 220 mil câmeras de segurança para reconhecimento facial — do agora cancelado Projeto Sentinela.

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“Conclusão: em quatro anos, por uma questão logística, apenas 60 000 dessas câmeras poderiam ser instaladas, enquanto as outras 160 000 ficariam guardadas. Em pouco tempo, naturalmente, estariam defasadas. É esse tipo de despesa que não vai mais ocorrer. Agora, é preciso incluir também ganhos do lado da receita para fechar a conta no azul”, disse a VEJA.

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Até o momento, o governador interino já exonerou mais de 4 mil funcionários comissionados — o número pode, inclusive, chegar a 6 mil, já que secretarias e entidades ainda estão sendo auditadas, sob a coordenação da Casa Civil. Além disso, Couto determinou auditorias de todos os contratos públicos. A expectativa é de que as demissões em massa, em parte de funcionários fantasmas, gerem uma economia de mais de R$ 230 milhões aos cofres do estado até 31 de dezembro deste ano. O desembargador herdou um déficit de R$ 19 bilhões para 2026, mas prometeu fechar as contas com superávit de R$ 5 bilhões quando deixar o Palácio Guanabara.

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