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O governador mais bem avaliado na pesquisa Quaest e os possíveis efeitos da ‘lei dos 55%’

No Ponto de Vista, cientista político explica por que sucessores ainda patinam nas pesquisas apesar da alta aprovação de seus padrinhos

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 31 jul 2026, 13h35 | Atualizado em 31 jul 2026, 14h24
O governador mais bem avaliado na pesquisa Quaest e os possíveis efeitos da ‘lei dos 55%’ Priorizar nos meus resultados Google

A elevada aprovação de governadores não se transformou, até agora, automaticamente em votos para os candidatos escolhidos para sucedê-los. Mas a distância entre popularidade e intenção de voto pode diminuir à medida que a campanha avançar. Essa é a avaliação do cientista político Rubens Figueiredo, que, no Ponto de Vista, apresentado por Laísa Dall’Agnol, apontou o baixo conhecimento dos sucessores como uma das principais explicações para o descompasso (este texto é um resumo do vídeo acima).

O debate partiu dos números apresentados pelo repórter de Radar Daniel Gullino. A Quaest realizou pesquisas em dez estados e encontrou a maior aprovação entre os governadores em Ratinho Junior, do Paraná, com 81%. O levantamento também mostrou índices baixos para mandatários que assumiram recentemente seus estados, em um quadro marcado pelo desconhecimento de parcela expressiva do eleitorado.

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Por que governadores populares ainda não conseguem transferir votos?

No Paraná, apesar dos 81% de aprovação atribuídos pela pesquisa a Ratinho Junior, seu candidato, Sandro Alex, ainda não deslanchou. Em Minas, Mateus Simões também aparece com dificuldades eleitorais. Para Figueiredo, a explicação mais imediata está no grau de conhecimento desses nomes. “O que explica essa pouca intenção de voto em candidatos que representam governadores muito bem avaliados é certamente o pouco tempo que eles têm de mandato e o pouco conhecimento que eles ainda têm para o eleitorado.”

Outros governadores com mais de 50% de aprovação são Raquel Lyra (PSD), com 68% em Pernambuco, Daniel Vilela (MDB), com 64% em Goiás, Jerônimo Rodrigues (PT) na Bahia, com 57%; Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo com 55% e Elmano de Freitas (PT) no Ceará com 52%.

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O cientista político acrescentou que a própria força dos governadores pode contribuir para o problema. Mandatários com grande exposição e popularidade tendem a concentrar o protagonismo político de suas administrações, deixando menos espaço para que possíveis sucessores construam uma imagem própria diante dos eleitores.

O que é a ‘lei eleitoral dos 55%’?

É nesse ponto que Figueiredo apresentou uma espécie de regra prática que, segundo ele, costuma aparecer nas disputas eleitorais. “Existe uma espécie de regra, uma lei em eleição, que quando o governador ou prefeito tem uma avaliação acima de 55%, uma aprovação acima de 55% nessa medição binária — aprova ou desaprova —, dificilmente ele perde a eleição.”

A observação ajuda a separar dois fenômenos. Uma coisa é o desempenho do candidato antes da campanha ganhar força; outra é a capacidade de um governante muito popular de transferir parte de seu capital político quando passa a associar diretamente sua gestão ao nome escolhido para sucedê-lo.

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Na análise de Figueiredo, portanto, pesquisas realizadas neste momento podem refletir muito mais o desconhecimento dos candidatos do que uma incapacidade definitiva dos governadores de transferir votos.

Os candidatos dos governadores ainda podem crescer?

O Paraná é o caso usado pelo cientista político para sustentar essa interpretação. Com Ratinho Junior alcançando 81% de aprovação no levantamento apresentado pelo programa, Figueiredo considera difícil imaginar que tamanho capital político não produza efeitos eleitorais quando a sucessão ficar mais clara para a população. “Eu seria capaz de adiantar que o candidato do Ratinho Junior vai subir, porque uma administração com uma avaliação de 81% de aprovação dificilmente o candidato indicado perde uma eleição.”

A análise não significa que a popularidade seja automaticamente transferida em sua totalidade. O argumento de Figueiredo é que o alto índice de aprovação cria uma reserva política importante para o sucessor, sobretudo quando parte relevante dos eleitores ainda não conhece suficientemente o candidato.

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Por que o desconhecimento será decisivo na campanha?

Os dados apresentados por Gullino reforçam justamente esse ponto. O repórter destacou que índices reduzidos de aprovação de mandatários que assumiram recentemente precisam ser interpretados levando em conta a parcela do eleitorado que sequer os conhece suficientemente para avaliá-los.

No caso dos candidatos à sucessão, Figueiredo identifica mecanismo semelhante. O início efetivo da campanha poderá revelar até que ponto a popularidade dos governadores será convertida em intenção de voto quando os eleitores passarem a identificar mais claramente quem representa a continuidade de cada administração.

A diferença entre aprovação e intenção de voto, portanto, não significa necessariamente que os governadores tenham fracassado em fazer sucessores. Para Figueiredo, o grau de conhecimento ainda é uma variável central — e administrações com aprovação muito acima dos 55% partem com um ativo político relevante para tentar mudar o cenário durante a campanha.

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VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

 

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