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O gol de Lula em Flávio nos bastidores da pré-campanha eleitoral

Senador subestimou a lógica de funcionamento dos partidos de centro, enquanto presidente avança na construção de alianças regionais sem romper pontes

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 jul 2026, 15h13
O gol de Lula em Flávio nos bastidores da pré-campanha eleitoral Priorizar nos meus resultados Google

A dificuldade de Flávio Bolsonaro em atrair o apoio de partidos do centro decorre, em grande medida, de erros de articulação política. Essa é a avaliação do editor de VEJA José Benedito da Silva, feita durante o programa Os Três Poderes, apresentado por Ricardo Ferraz (este texto é um resumo do vídeo acima).

Ao comentar o distanciamento de legendas da pré-campanha do senador, José Benedito afirmou que houve uma leitura equivocada sobre o funcionamento dessas siglas. “O Flávio foi muito amador em termos de articulação política”, afirmou.

Segundo o jornalista, a campanha teria apostado que conversas de última hora seriam suficientes para assegurar apoios. Não deu certo.

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Por que o Centrão mudou sua forma de atuar?

Na avaliação de José Benedito, a lógica das alianças partidárias mudou nas últimas eleições, sobretudo após o fortalecimento das emendas parlamentares e da estratégia de ampliar bancadas no Congresso. Segundo ele, a prioridade das legendas do centro deixou de ser a adesão antecipada a um candidato presidencial e passou a ser a preservação de espaço político independentemente do vencedor da eleição. “A grande preocupação hoje do União Brasil, do PP, do Republicanos, do PSD e do MDB é fazer grandes bancadas.”

Para o editor, esse cálculo explica por que essas legendas evitam assumir compromissos definitivos neste momento da disputa. “Se o Flávio ganhar, eles vão estar lá. Se o Lula ganhar, eles vão estar lá. Se o Caiado ganhar, eles vão estar lá.”

Como Lula tem explorado esse cenário?

Segundo José Benedito, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva compreendeu essa dinâmica e adotou uma estratégia de aproximação gradual com os partidos do centro. O jornalista afirmou que o presidente já conseguiu estruturar palanques estaduais em todo o país e trabalha para manter canais de diálogo abertos com diferentes lideranças regionais. “O Lula já montou palanques, aliás, em todos os estados, enquanto o Flávio ainda está correndo atrás.”

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Na avaliação do editor, a estratégia do presidente não busca transformar os partidos em adversários diretos, preservando condições para futuras composições políticas.

O que explica a neutralidade de parte das legendas?

José Benedito afirmou que, em diversos estados, o governo tem adotado uma política de convivência com candidatos de partidos como PP, União Brasil e Republicanos, evitando confrontos desnecessários. Segundo ele, essa postura facilita a manutenção de pontes para uma eventual composição após as eleições. “A ideia é que não se queimem pontes para que esses partidos possam depois integrar o governo mais à frente.”

Para o editor, esse comportamento ajuda a explicar por que algumas legendas preferem permanecer neutras durante a pré-campanha, adiando uma definição nacional enquanto fortalecem seus projetos regionais.

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VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Os Três Poderes (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

 

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