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O debate entre os candidatos do Rio que você não viu na TV

Bastidores de programa da Band têm claque de Garotinho com guardanapos na cabeça e pizzas entregues antes do início das transmissões

Por Fernando Molica - Atualizado em 17 ago 2018, 01h25 - Publicado em 16 ago 2018, 23h24

De guardanapos amarrados na cabeça pela claque do ex-governador Anthony Garotinho (PRP) a pizzas entregues na Band antes de a transmissão começar. Enquanto os candidatos no Rio se preparavam para apresentar suas propostas no primeiro debate entre os postulantes ao governo do estado, uma movimentação intensa ocorria nos bastidores do programa e na porta dos estúdios da emissora. Selecionamos algumas delas.

A farra dos guardanapos

Apoiadores de Garotinho concentraram-se em frente aos portões com guardanapos na cabeça, em referência a um caso célebre ocorrido durante a gestão de Sérgio Cabral (MDB): numa festa em Paris, em 2009, integrantes do governo colocaram guardanapos na cabeça enquanto comemoram uma condecoração dada pelo governo francês ao governador. Os manifestantes seguravam cartazes com os dizeres: “Davi derrotou Golias com uma pedrinha, nós derrotaremos Paes/Cabral com um guardanapo”. Nos bastidores, a piada era que não havia guardanapos nos camarins: Garotinho teria levado todos para decorar sua torcida.

Na porta da Band, no Rio, apoiadores de Garotinho (PRP) usam guardanapos na cabeça, em referência a um caso ocorrido na gestão Cabral – 16/08/2018 Fernando Molica/VEJA

Porta dos fundos

O ex-prefeito Eduardo Paes (DEM) e o deputado estadual Pedro Fernandes (PDT) entraram pela garagem. Eles conseguiram escapar das vaias dos cerca de 40 manifestantes pró-Garotinho concentrados diante do prédio da Band. Paes era o principal alvo dos gritos dos partidários do ex-governador.

Ministério das Pizzas

Por volta das 21h, duas levas com cinco caixas de pizzas e três garrafas PET de Pepsi chegaram ao prédio da emissora. Elas foram pedidas pela produção do debate à pizzaria Ministério das Pizzas. Traziam a imagem da Câmara dos Deputados, em Brasília, nas tampas. Não foram repartidas com os candidatos nem seus assessores.

Isolado

O PSOL ficou isolado antes mesmo de o debate começar. Por sorteio, seu candidato, o vereador Tarcísio Motta, foi instalado num camarim no sexto andar do prédio. Todos os outros estavam no sétimo.

Com que roupa eu vou

Dos sete candidatos homens presentes ao debate na noite desta quinta-feira, nenhum deles usava gravata, embora vestissem blazer. Única mulher no programa, a filósofa e escritora Marcia Tiburi optou por uma camiseta com a imagem do ex-presidente Lula e um colar com a foto do petista. Antes do início das transmissões, ela posou para fotógrafos fazendo um L com as mãos. Tarcísio Motta, do PSOL, foi com um bóton em referência à vereadora Marielle Franco, assassinada em março. Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM) acompanhou o debate do camarim de Paes. Estava de jeans e camisa polo preta. Cada um dos candidatos pode levar apenas dois assessores ao estúdio.

Uma vez driblador…

O ex-atacante Romário driblou todos os jornalistas na saída do estúdio. Disse a um repórter que precisava ir ao banheiro. Foi, mas depois tratou de pegar o elevador que o deixaria na garagem do prédio.

Tem PF na cozinha

Ao chegar ao debate, Eduardo Paes (DEM) brincou com Marcelo Lopes, procurador do estado e assessor do candidato Wilson Witzel (PSC). “Na pré-campanha, fui tomar café com o Wilson, que foi juiz federal. Quem abriu a porta foi um procurador do estado. Aí, pensei, ferrou, a cozinheira deve ser da PF [Polícia Federal]”.

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